Olá pessoas do meu coração! Como algumas pessoas já sabem, hoje eu irei viajar a trabalho e passarei dez dias sem acesso a internet. Por isso não se espantem com o meu sumiço. Para não deixá-los no vácuo, deixo uma mega prévia. Gostaria de postar o capítulo inteiro, mas estou sem tempo para escrever. Um beijo todos e obrigada pela infinita paciência para comigo. Agora curtam, comentem, divulguem, etc. Quero ver muitos comentários aqui quando eu voltar.
Capitulo 13
Ela não entendia como conseguiu dormir sem estar rodeada
pelos braços do Cullen. Talvez fosse por que a sua mente estava tão cheia das
lembranças da noite anterior que Caius não veio atormentá-la em sonho.
Enquanto olhava o teto de gesso esculpido, Isabella tocou
imperceptivelmente os próprios lábios. Em todos os momentos em que esteve com
Edward, nunca se sentiu tão bem naqueles braços. Ela sentia que houve algum
tipo de conexão entre eles, amplificada graças a ação da menina de manter os
olhos abertos durante o sexo. Não sabia se os últimos acontecimentos eram
benéficos ou não para os dois, mas estava disposta, agora, a fazer o que bem
entendesse sem pensar nas consequências. Na sua atual situação, poderia se
permitir ter um pouco de felicidade, mesmo que a fonte dessa felicidade fosse a
mais errada possível.
Ela, por exemplo, queria acordar cedo e ver Edward. Essa
vontade de estar perto já estava se tornando uma constante desde que ele a
resgatara, porém ela notou que as sensações que a assaltavam estavam muito mais
intensas.
Longe de sentir medo pelas mudanças que ocorriam em seu
coração, Isabella estava pagando para ver onde tudo isso poderia leva-la.
Levantou-se, pretendendo tomar um demorado banho e, assim,
tomar café junto a Edward. Deixou a fotografia em que ela estava junto à mãe,
que até então segurava, e entrou no toalete.
...
Estava tão disperso aquela manhã que sequer conseguia fazer
um nó descente em sua gravata. Acabou por usar a camisa verde musgo de botões
apenas com o paletó preto por cima. Edward pegou os pertences necessários, o
celular, carteira e óculos de Sol, seguindo para fora do quarto.
O rapaz, ao passar pelo quarto da menina Swan, estacou. As
lembranças da noite anterior, que não abandonavam a sua mente, tornaram-se tão
vividas a ponto dele sentir a macies da pele branca como alabastro, o cheiro de
lavanda e o gosto doce de um corpo feminino perfeito. A noite passada havia sido
intensa, tão proveitosa que sequer ligou para o compromisso que firmara com
Tânia. A loira, alias, deveria estar extremamente irritada. Não que Edward se
importasse com isso.
O Cullen caminhou diretamente para a sala de jantar, não
querendo incomodar a Swan. Já não fazia questão de incomoda-la e obriga-la a
comer ao lado dele, principalmente por que ela bem que precisava de boas horas
de sonho para se recuperar. Ouviu o coro de empregados saudá-lo ao chegar ao
cômodo onde o café seria servido, mas pareceu não notar os empregados que
sorriam educadamente. Seus olhos esmeraldinos ficaram fixos em apenas uma
figura, que estava sentada bem próxima à cadeira dele, encarando a própria
xícara de café entre as suas pequeninas mãos.
A imagem causou certa estranheza em Edward. Ele, mesmo em
tempos tranquilos com Isabella, estava sempre ordenando a menina para se sentar
o mais próximo dele. Ela só o fazia quando ele praticamente a arrastava para a
cadeira mais próxima a ele, sob os protestos silenciosos dela. Agora lá estava
a Swan sentada praticamente ao lado dele, parecendo desconfortável por algum
motivo. Claro que Edward não pdoeria saber o que se passava na cabecinha de
Isabella, embora ele fosse sensível ao pensamento alheio. Se ela estava um
pouco tímida em comparação aos outros dias era unicamente por que temia a forma
como seria tratada pelo rapaz, após, na noite anterior, ele não ter feito
questão de ter a garota ao seu lado para passarem a noite juntos.
Caustico como estavam seus pensamentos a respeito de Isabella,
Edward preferiu adotar a mesma postura severa de sempre, numa tentativa tola de
proteger o seu coração.
-Ora o que temos aqui. Isabella Swan acordada e... –Caminhou
até a mesa, sentando-se no lugar de sempre, a cadeira que ficava na cabeceira
da mesa. -... Está no local que eu costumo força-la a sentar. O que a motivou a
vir até aqui sem que eu precisasse arrasta-la? –Sentou-se, mantendo os olhos na
moça.
-As coisas que gosto de comer estão desse lado. É mais cômodo
sentar neste lado e não precisar levantar para pegá-las. –Disse Isabella
bebericando do seu café. Apesar da tranquilidade na voz, a menina sentia-se
nervosa. Era a presença de Edward, constatou, que a deixava daquela forma.
-E só agora você percebeu isso? –Destilou sarcasmo, esperando
pelas imprecariações costumeiras que Isabella soltava ante a sua postura
agressiva. Ela nada fez, o que o surpreendeu.
O evento do café acabou sendo silencioso. Edward procurou se
distrair com o jornal ofertado por Erick e Isabella deu atenção exagerada ao
que comia. Os empregados, em sua maioria, estavam ocupados demais para perceber
a tensão entre o seu patrão e a agregada. Angela, todavia, perceptiva como
sempre foi, notou que algo estava diferente entre eles, como se a animosidade,
de alguma forma estivesse voltando após o período em que Edward cuidara da
pequena. No entanto essa animosidade era diferente dos primeiros dias. Havia
ali mais intimidade, a jovem constatou.
Quando acabou de comer e ler a sessão de economia do The New
York Times, Edward levantou-se da mesa, notando tardiamente que Isabella o
observava.
-Estou indo. Tenho muitos afazeres hoje. Cuide-se. –Edward
disse em uma voz polida e formal, diferente do modo como ele a vinha tratando.
Isabella procurou mascarar o melhor que pôde o quanto aquele tratamento a
entristecia e sorriu solenemente.
-Tenha um bom dia. –Manteve os olhos nele, tentando afastar a
timidez e o pequeno sorriso que ofereceu a Edward fez com que algo no peito do
rapaz se enchesse de um calor bom. Fazia algum tempo que ele era tratado com
simpatia, sem que houvesse algum interesse por detrás das ações.
Impossível manter a frieza depois de um singelo ato como
aquele. Maldizendo-se por tê-la destratado no inicio da manhã após a entrega e
os momentos subsequentes de prazer da noite anterior, Edward se aproximou o
suficiente para colar os seus lábios na tez lisa, sentindo o aroma de morangos
nos cabelos cor de mogno. Ouviu o suspiro de Isabella, indicando que o ato
muito a agradou. Sem perceber, suas mãos acariciaram a face delicadamente e
Edward sentiu um fogo se acender, banhando todo o seu corpo. A noite anterior
havia sido maravilhosa, principalmente com Isabella de olhos abertos e o modo
como tomou o controle durante o sexo.
-Comporte-se. –Advertiu, roçando os lábios dele aos dela.
Saiu do apartamento pouco tempo depois deixando uma Isabella deslumbrada na
sala de jantar.
...
Não havia se esquecido de um único detalhe. Passara em uma
farmácia, comprando a pílula do dia seguinte e enviando por um entregador ao
apartamento; Isabella saberia o que fazer com o comprimido. Enquanto dirigia
para o seu trabalho, teve a ideia de pedir a Alexandrina para marcar uma
consulta no dia seguinte para a Swan com um ginecologista e, assim, após os
exames de rotina, pedir a ele ou ela que receitasse um anticoncepcional. Ele
bem sabia que não poderia impor as suas vontades a menina e empurrar doses
grandes de estrogênio. Bem como planejou, após resolver os primeiros assuntos
do dia, ligou para o seu médico, o doutor Jasper Withlock, a procura de uma
ginecologista de confiança. Prontamente o jovem médico o auxiliou.
-Conheço uma boa ginecologista, a doutora Samanta Kane. Ela
clinica ao lado da minha sala. Posso, inclusive, falar com a secretária dela e
marcar uma consulta para amanha, se desejar.
-Gostaria. E agradeço pelo auxilio.
-Sim, eu o ajudarei, mas no nome de quem eu devo marcar a
consulta? Certamente não é para você. –Brincou o rapaz do outro lado da linha. Edward
o acompanhou na brincadeira e então refletiu sobre como falaria a respeito de
Isabella a ele. Jasper era o seu médico há algum tempo e tinham certa
intimidade, mas nada que o fizesse ter confiança de falar sobre os seus
envolvimentos ilícitos ou sobre a propriedade que ele adquirira em um leilão.
Aquele era um homem de princípios, Edward sabia, e poderia levar o Cullen ao
tribunal se soubesse o que andara fazendo. Optou pelo silencio, como sempre.
-É para uma prima que está sob a minha guarda. Ela não
conhece quase nada nessa cidade, por isso intercedi por ela. Pode marcar essa consulta
para amanha pela manhã?
-Considere-a marcada. Acredito que a sua prima apreciará a
doutora Kane.
-Eu agradeço pela sua colaboração. Até mais ver. –Encerrou a
ligação, dando atençãos as atividades programadas para aquele dia.
O dia transcorrera normalmente, com exceção das horas
posteriores a hora do almoço. Evitou o quanto pôde Aro Volturi durante todo
esse tempo desde os eventos envolvendo Caius, mas sabia que algum teria que
vê-lo e o dia, para a sua infelicidade, havia chegado.
La estava o seu patrão segurando um calhamaço de relatórios,
lendo-os linha por linha. Quem o ladeava era Alec, um rapaz que atuava como
assessor. Com os documentos em ordem, Edward não temeu nenhum timo de punição.
Ainda sim a situação era desconfortável o suficiente para ele querer estar o
mais longe possível do Volturi.
-As finanças estão em ordem, sem a possibilidade de meus
negócios ilícitos serem pegos pelo fisco. –Comentou, fechando a pasta em suas
mãos. Sorriu, satisfeito com o sempre bom desempenho de seu empregado. –Suas
habilidades em mascarar minhas atividades são louváveis meu caro Edward.
-Agradeço a chuva de elogios. –Falou num tom desinteressado
ao patrão, olhando para as horas no Rolex prata em seu pulso direito. Aro
percebeu o gesto e interpretou tal qual Edward esperava, aquilo era claramente
uma dispensa.
-Imagino que tenha muitos compromissos. Não irei estender a
minha visita e acabar por atrapalhá-lo. –Levantou-se, deixando os papeis em
cima da mesa, em frente a Edward. Sorriu polidamente, estendendo a mão para um
cumprimento. Edward aceitou o gesto sem emoção. –E a senhorita Swan? Nunca mais
a vi. Estou com saudades daquele sorriso com covinhas. Haverá um jantar
beneficente de uma de minhas empresas de fachada. Você deve ter visto o convite
na sua caixa de e-mails.
-Sim, eu vi. Cumprirei as regras de etiqueta, mas Isabella
não tem essa obrigação.
-Mas não pode isola-la completamente. Animais descontentes em
um lar tendem a querer fugir. Seria mais esperto de sua parte afrouxar a
coleira e deixar a menina ter um pouco de diversão. –Embora sorrisse e dissesse
com brandura as palavras, era de um deboche impressionante. Edward comprimiu os
lábios.
-E a sua ideia de diversão é expor Isabella e deixa-la
desconfortável diante do psicopata do seu irmão? Agradeço o convite em nome
dela, mas não. –Replicou o rapaz com azedume para o mais velho. Aro em momento
algum mostrou descontentamento com o modo rude com que era tratado.
-Sempre tão espirituoso! Meu caro Edward, você têm a minha
palavra de que o episodio envolvendo o meu irmão mais novo não se repetirá.
-Assim espero.
Trocaram mais alguns cumprimentos formais demais até Aro
desaparecer pela opulenta porta da sala. O rapaz pôde relaxar após a saída do
mafioso, refletindo sobre o relacionamento com o patrão e como poderia se
livrar de tal julgo. Não seria algo fácil, pois, em troca da libertação da
pesarosa função de contabilista e administrador do maior criminoso da America
do Norte, ele acabaria por perder algo muito importante: a sua liberdade.
...
Tentou se concentrar o quando pôde no livro em suas mãos, mas
nada conseguia demove-la dos pensamentos que tomavam a sua cabeça. E não, não
era a paisagem do agradável jardim de inverno que a deixava tão avoada; era
ele, e somente ele.
Sentia cada parte do corpo quente ao lembrar-se da noite que
tiveram, e do qual ousada fora. Isabella sempre foi bem recatada em tudo por
que era, afinal, da sua natureza. No entanto reconhecera que noite passada ela
excedera todos os limites e não se sentia envergonhada por isso. Fez o que
julgou ser o certo, aproveitando ao máximo a noite com Edward. Já dormiu outras
vezes com ele, mas nenhuma poderia se comparar a noite anterior em que
participou ativamente do sexo. E sentiu que algo crescia em seu peito e não
sabia o que fazer com isso, se deveria temer ou ignorar aquele sentimento.
Certa vez o seu antigo professor de biologia sugeriu aos
alunos que, em duplas, fizessem um trabalho sobre as diferentes síndromes
psicológicas existentes. Leah e ale escolheram a síndrome do pânico, angariando
a melhor nota da sala graças o esforço de Bella e a sua impecável oratória. Um
trabalho muito chamou a sua atenção, embora não tivesse de acordo com o bom
senhor Frank alcançado o grau de aprofundamento pedido. Dois de seus colegas
falaram sobre a Síndrome de Estocolmo em que as vitimas geralmente de
sequestro, acabam se afeiçoando aos seus algozes. Alguns casos foram falados
como o da jovem Patty Herast, que após ser refém em um assalto acabou se
tornando criminosa e se juntou ao bando que a levou, e até mesmo a Bela, da
literatura a Bela e a Fera. Equiparando a sua vida com as vidas apresentadas
nos vinte minutos de explicação sobre a síndrome, anos atrás, Isabella se auto
diagnosticou: poderia estar sofrendo da Síndrome de Estocolmo.
-Senhorita Swan? –Uma voz a chamou. Reconheceu de imediato o
timbre melodioso de Angela. A empregada a observava comm curiosidade. –Estava a
sua procura. Uma encomenda lhe foi entregue em nome do senhor Cullen. –Ergueu o
pequeno pacote e Isabella reconheceu a insígnia de uma farmácia. Na outra mão
da maior estava um copo de água. Sabendo do que se tratava, tomou a pílula do
dia seguinte rapidamente.
-Eu trarei algo para a senhorita comer. Quase não comeu
durante o almoço. –Nos olhos castanhos Bella pôde ver genuína preocupação para
com ela.
-Eu estou bem, não se preocupe. Gostaria de comer algo daqui
a algumas horas se possível.
-Como quiser senhorita. –Sorriu a empregada, dando meia volta
para sair do jardim.
-Angela. –Chamou de súbito a menina, desejando uma segunda
opinião dos sentimentos que a atormentavam. –Você já... –Hesitou um par de
segundos antes de recomeçar a falar. –Já se apaixonou por alguém que era
totalmente errado para você? –Viu a surpresa na jovem empregada e não demorou a
se arrepender da pergunta que poderia revelar algo sobre ela que Isabella não
desejava compartilhar.
-Como assim errado pra mim? –Angela se aproximou ficando a
alguns centímetros da Swan.
-Não sei. Talvez... Talvez gostar de uma pessoa que não a
trate bem e que tenha, além disso, feito coisas ruins para você. –Isabella
abaixou timidamente a cabeça, encarando os pés descalços. Captou pela visão
periférica a empregada caminhar até um dos bancos de madeira do local e lá se
instalar, ficando de frente para a Swan.
-Quando eu estava no colegial eu conheci um rapaz. Por alguma
razão ele adorava implicar comigo. Era bem infantil e extremamente irritante!
–Angela tinha um sorriso suave no rosto, constatou Bella ao erguer a cabeça. –Me
colocava apelidos ridículos, como boca do inferno por eu usar aparelho nos
dentes, e roubava o meu lanche. Também adorava me derrubar pelos corredores e
chegou a pisar várias vezes nos meus livros, deixando marcas de lama. Eu o
odiava e rezava todas as noites para que ele desaparecesse e me deixasse em paz.
Acho que Deus se apiedou de mim e, certo dia, após me atormentar por anos,
minhas preces foram atendidas. –A voz da menina mostrou certa tristeza e
Isabella se apressou em falar a sua suposição.
-Ele morreu?! –Perguntou chocada. Angela riu a valer e tentou
rapidamente se desfazer do mal entendido.
-Não! Os pais se separaram e a mãe decidiu se mudar. Ele e os
irmãos a acompanharam. A saída dele da escola foi um acontecimento naquele ano.
Apesar de ser odiado por mim, ele era popular e muito querido. Vi pessoas
chorando ao constatarem que ele partiria. O professor de Educação física até
ofereceu a ele morada e uma bolsa, ele o queria no time de basquete.
-E ele foi embora. –Dessa vez a suposição de Isabella
acertou. Angela afirmou com a cabeça.
-O ultimo dia de aula dele coincidiu com o dia em que
apareceria na escola pela primeira vez seu o aparelho. Vesti a minha melhor
roupa e usei um presente que eu havia ganhado do meu pai, um boné de beisebol
velho, autografado por um famoso jogador da época dele O boné era tão velho que
o azul mais parecia branco e tinha um rasgo enorme na aba. –Angela ria enquanto
contava aquele pequeno aspecto de sua vida. A imagem que ela desenhou, de
alguma forma, fez com que Isabella sorrisse também.
-O que aconteceu então?
-Eu estava feliz e não perderia a oportunidade de, sei lá,
dizer umas coisas a ele. Fui até a quadra de basquete onde os amigos dele
estavam fazendo uma festa de despedida homérica. Entrei decidida a dizer, na
frente de toda aquela gente, o quanto eu estava feliz por me livrar dele.
Mas... Eu o vi lá no meio de toda aquela gente e ele me viu. Ele sorriu. Juro
que jamais havia visto sorriso mais lindo! Fiquei paralisada e tudo o que fiz
foi olhar para ele como uma idiota. Ele deixou a roda de amigos e veio até mim.
Ficamos a centímetros de distancia e em nenhum momento consegui respirar. Meu
coração batia acelerado e eu quase podia acreditar que ele conseguia ouvir
alguma coisa. “E não é que a gata borralheira veio ao baile como uma
cinderela?” ele disse para mim e continuou dizendo: “Ficou linda sem o
aparelho.”. Ele me beijou. Foi o meu primeiro beijo. Todos ovacionaram o ato,
mas eu não conseguia ouvir nada, ver nada. Apenas o sentia. Roubou o meu boné
após o beijo e desapareceu. E, para a minha surpresa, eu não consegui me sentir
feliz com a sua partida com o passar dos dias. Eu senti falta das suas
aparições repentinas nos corredores que acabavam comigo no chão. Eu senti falta
dos apelidos e de quando abria a minha mochila e não encontrava o meu lanche.
Senti falta dele. –Angela pareceu perdida em pensamentos, mas em um dado
momento retornou. –E esse foi o fim de um ciclo.
Isabella refletiu acerca da história e sentiu certa tristeza.
Angela gostou do rapaz, mas não pôde desfrutar daquele amor.
-O fim de um ciclo... Isso foi triste. –Ela comentou para
Angela. A menina, ao contrário do que imaginava, estava sorrindo.
Ben entrou no jardim, parecia procurar alguém.
-Ang, eu vou... –Interrompeu-se ao ver Isabella. –Hey!
Atrapalho alguma coisa? –Ele perguntou, notando que as duas pareciam estar
conversando. Angela olhou para o rapaz, boné na cabeça, calça jeans e tênis.
-Vai sair? –Perguntou Angela a Benjamin.
-Vou comprar algumas coisas para a Betha. Quer vir? –O modo
como Ben olhou para Angela deixou claro que ele a amava e Angela espelhou o
olhar. Bella contemplou o casal e felicitou internamente a menina. E foi
olhando para os dois e o modo adorável como interagiram que ela viu.
Boquiaberta, encarou Angela logo depois.
-Angela, o que... –Murmurou Isabella surpresa. O sorriso da
maior se ampliou e ela disse:
-Ciclos terminam. Outros ciclos podem começar, às vezes
partindo de um ponto de partida já existente. –E saiu com o rapaz, deixando
Isabella refletir profundamente sobre a história da empregada.
No topo da cabeça de Benjamin, a Swan constatou, estava um
boné surrado, antes azul, com um imenso rasgão na aba e rabiscado por algum
famoso jogador de beisebol.
...
Passou em seu escritório mais tempo do que o esperado,
adiantando o que podia. Relaxou alguns minutos dentro do automóvel e, por estar
muito tarde, decidiu ir a um restaurante nas proximidades. Edward não tinha
muita fome e se contentou apenas com uma entrada e uma taça de vinho tinto.
Apesar de não ter se demorado no estabelecimento, chegou a sua casa apenas a
meia noite.
Após estacionar o seu Maybach Exelero preto na vaga de sempre, Edward lembrou
tardiamente que não ligara para Tânia Denali desmarcando o compromisso acertado
na noite anterior. Provavelmente a loira o esperou em um quarto de luxo, seminua,
com um bom champanhe e morangos frescos. Ela deveria ter esquematizado, sagaz
como é, todo o tipo de delicias na cama para deixar o rapaz saciado e desejoso
de voltar. Edward, contrariando até mesmo as expectativas que ele possuía,
trocou uma mulher mais receptiva e experiente na cama por uma garota comum de
beleza comum e habilidades na cama comuns. A pergunta de um milhão de dólares
era: Por que ele fez isso? Por que trocou o provável pelo improvável? O rapaz
se perguntava isso desde a noite anterior e sabia que alegar o desejo
momentâneo pela menina não era uma justificativa plausível. E uma parte dele
não queria descobrir o que era aquele sentimento quente no peito quando pensava
em Isabella e no quanto ela fora perfeita na noite anterior. Em certos pontos
quando se tratava dos sentimentos humanos que ele abdicou de bom grado, Edward
preferiria ser um ignorante.
Edward caminhou a passos lentos em direção ao seu luxuoso
apartamento, ansiando por um bom banho e a sua cama. Ainda sentia o corpo tenso
pelo encontro com Aro Volturi e se perguntou quando a raiva pelos últimos
acontecimentos iria amainar. Talvez ele nunca superasse o que acontecera a Swan
como não superou tudo o que passara nas mãos do mafioso, concluiu com amargura.
A sua casa estava quieta e precariamente iluminada. Procurou ser
silencioso como um felino, caminhando por entre os corredores em direção ao seu
aposento. Olhou para o quarto da Swan e
pela falta de movimento concluiu que a menina devia estar dormindo. Protelou em
frente ao quarto, em duvida se entraria no aposento de Isabella para checa-la
ou iria diretamente para o seu quarto. Sendo a segunda opção a mais sensata,
Edward seguiu até o fim do corredor, encerrando a porta ao passar por ela. Ele
não poderia esperar que, deitada em sua cama, a Swan estivesse lá.
Isabella dormia encolhida na extremidade da cama. Nas mãos um
livro que provavelmente lia antes de cair no sono. O rapaz aproximou-se e
contemplou a pequena enquanto perguntas surgiam na sua cabeça. O que Isabella
estaria fazendo ali? Sentou-se próximo a ela, sentindo uma vontade louca de
tocar a pele de alabastro e experimentar novamente a textura em seus dedos.
Conteve-se, ajeitando apenas a alça da camisola de seda salmão que cobria o
corpo.
-Isabella. –Chamou, tocando-lhe a face. –Isabella, acorde! –Sua
voz subiu algumas oitavas sem tornar-se perturbável aos ouvidos. A menina abriu
parcialmente os olhos, parecendo desorientada. Logo focou os orbes
achocolatados na figura do rapaz que, além de estar sentado ao lado dela,
encontrava-se levemente inclinado em sua direção. Se Isabella esticasse um
pouco a mão, poderia sentir a textura dos fios acobreados e a pele lisa como
seda que cobria o seu corpo. Conteve o impulso de toca-lo, pois sabia que, após
a noite anterior, Edward parecia não apreciar completamente os seus desatinos.
-Oi. –Murmurou, sentando-se na cama. –Acabei pegando no sono.
Que horas são?
-Pouco mais de meia noite. O que está fazendo aqui? Notou que eu
demoraria, não precisava me esperar aqui. Há essa hora eu certamente não a
solicitaria. –Falou o rapaz num tom zombeteiro, causando certo desconforto na
menina. Ela poderia mentir, inventar alguma desculpa para não revelar o
crescente sentimento em seu peito, mas tudo o que pôde fazer foi dizer meias
verdades e esperar que não se arrependesse.
-Estava esperando por você. –Disse, simplesmente, a menina.
Envergonhada, Isabella abaixou a cabeça, fitando os próprios pés descalços. Ela
não viu a surpresa no rosto do rapaz, paulatinamente sendo substituída por uma
expressão de prazer. Embora estivesse relutante com tudo o que estava ocorrendo
em menos de vinte e quatro horas referente à súbita mudança de comportamento da
Swan, ele não conseguia deixar de se sentir bem por encontra-la esparramada na
sua cama e dizer, rubra, que aguardava por ele.
-Não precisa esperar por mim quando eu não estiver aqui até a
hora do jantar. Deveria supor que eu estaria cansado demais para procura-la.
–Edward disse enquanto uma mão retirou uma mecha dos cabelos cor de mogno do
rosto de Isabella, colocando-a atrás da pequena orelha.
As palavras do rapaz, somadas ao fato dele ter se afastado da
cama king-size, foram à mensagem que Isabella não desejava ouvir: ele a estava
dispensando. Diante de recusa tão explicita, a garota levantou do local onde
estava sentada, recolhendo também o livro que lia horas atrás, e se preparou
para voltar ao próprio quarto.
-O que está fazendo? –A voz grave de Edward a deteve quando já
fazia menção de abrir a porta.
-Você falou que estava cansado então eu... –Isabella balbuciou.
Edward lançou um meio sorriso intimidador.
-Eu disse, abre aspas, que você “deveria supor que eu estaria
cansado demais para procura-la”. Isso não quer dizer que eu esteja cansado.
–Fez sinal para que Isabella se aproximasse, mas a menina, pasma como estava
com a declaração, permaneceu imóvel. Coube a Edward diminuir a distancia entre
os dois e capturar a pequenina mão da Swan, guiando-a junto a ele até o
banheiro.
-Certa vez eu a auxiliei no banho, uma que vez você não estava
em condições emocionais para tanto. –Abriu a porta com a outra mão livre,
empurrando-a com o pé. –Poderia me devolver o favor? Poderia cuidar para que o
meu banho fosse o mais prazeroso possível? –Largou a mão da Swan, retirando o
par de sapatos sociais e as meias pretas. Virou-se, lançando a ela um olhar
predatório que somente ele conseguia fazer.
-E então? –O desafio estava lançado e Edward esperou. Se suas
conjecturas estavam corretas, levando em consideração o que a menina fizera
para ele na noite passada, ela iria fazer o que ele solicitava. E a Swan não
desapontou.
A aproximação foi gradual, mas contínua. Isabella ficou a um
palmo de Edward, sentindo no rosto a respiração quente. Ergueu as mãos tremulas
e segurou o paletó, retirando-o lentamente. Edward ficou parado, contemplando a
face rubra e os movimentos do pequeno corpo envolta dele enquanto Isabella
tentava livrar-se das vestimentas dele. Pouco ajudou a garota, preferindo vê-la
ficar a cada minuto mais e mais impaciente, chegando a retirar a camisa de
botões com brusquidão e, assim, arrancar os últimos botões.
-Parece que temos uma pessoa absurdamente impaciente hoje.
–Edward brincou enquanto as mãos, após retirar o paletó, a gravata e a camisa,
precipitavam para o cinto da calça.
-Não é impaciência. –A menina respondeu azeda. –É difícil despir
você sem a sua colaboração. Eu diria até que está dificultando as coisas para
mim. –Um olhar ferino foi lançado para o rapaz e ele, que já estava excitado
por ter as mãos da Swan no seu corpo, sentiu as calças ficarem ainda mais
apertadas na área da genitália com a postura agressiva da menor.
As pequenas mãos, antes apressadas em retirar a roupa,
detiveram-se quando o cinto foi retirado e a braguilha aberta; não por Bella,
mas sim por Edward que desejava prolongar o momento. Pegou as mãos de Isabella,
colocando-as em seu peito. Logo a menina entendeu que ele ansiava por um toque e
consequentemente desacelerou o processo, acariciando timidamente o peito e
abdômen rijos com as mãos espalmadas. Isabella contemplou o peitoral definido e
suspirou satisfeita por sentir a pele macia e quente do Cullen em seus dedos.
Sentiu a excitação toma-la apenas em toca-lo daquela forma e quis muito mais.
Edward contemplava a
menina que parecia maravilhada com toda aquela descoberta. Enquanto era
explorado pelas mãos macias, quis apressar as coisas e acabar por fazendo sexo no
quarto, mas não seria tão imprudente. Levando em consideração que deveria se
precaver de uma gravidez indesejada por parte dela, havia decidido que não
investiria nela. Iria provoca-la e deixa-la desejosa de ser possuída, para
sacia-la apenas quando o organismo estivesse protegido graças aos
contraceptivos.
-Vamos. Tire o restante da minha roupa. –Ordenou, migrando as
mãos da Swan a calça social. Ela entendeu de imediato o recado, baixando a
calça e a cueca boxer enquanto evitava olhar para o membro ereto diante de si. Os
dedos roçaram acidentalmente em cada porção das musculosas pernas até chegar à
panturrilha, provocando arrepios no Cullen. Após abaixar as calças, Isabella
levantou-se lentamente, sem retirar as mãos do corpo diante dela. Encarou os
olhos esmeraldinos fixos nela enquanto levantava-se e ficava a poucos
centímetros do rosto de Edward. Queria beija-lo, se perder nos lábios macios e
habilidosos do maior, mas se conteve, esperando que ele ditasse o que deveria
ser feito.
-Muito bem. Agora me ajude com o banho. –Puxou a menina junto a
ele até o interior do Box, abrindo o chuveiro. Entrou sem pestanejar, deixando
a água morna banha-lo por completo. Isabella ficou parada contemplando aquele
gesto tão simples como a coisa mais erótica que já presenciara, adorando o
corpo tais quais as estátuas gregas, perfeitos anatomicamente. A água passeava
delicadamente pelo corpo e em vários momentos Isabella se pegou fitando
pequenas gotículas que escorriam pela grande extensão de pele.
-Você não está colaborando muito. –Edward disse com os olhos
fechados enquanto a água escorria pelo seu rosto. Afastou-se do chuveiro ainda
ligado e, enquanto uma mão tirava o excesso de água nos cabelos acobreados, ele
encarou a Swan. Fez um leve movimento de cabeça, ao que Isabella acompanhou.
Encontrou atrás de si prateleiras de vidro com alguns produtos de higiene
pessoal e entendeu de antemão o que Edward desejava. Pegou um frasco de sabonete
liquido com uma essência de pêssego e despejou uma grande quantidade nas mãos.
Olhou para o maior, esperando por um consentimento qualquer ao que ele
respondeu com um sorriso sardônico nos lábios finos. Aproximou o suficiente
para as mãos tocarem o corpo do rapaz, ignorando as gotículas de água que caiam
sobre ela, molhando a camisola.
CONTINUA...
