quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Prévia do capítulo 13 de Sweet Slave


Olá pessoas do meu coração! Como algumas pessoas já sabem, hoje eu irei viajar a trabalho e passarei dez dias sem acesso a internet. Por isso não se espantem com o meu sumiço. Para não deixá-los no vácuo, deixo uma mega prévia. Gostaria de postar o capítulo inteiro, mas estou sem tempo para escrever. Um beijo  todos e obrigada pela infinita paciência para comigo. Agora curtam, comentem, divulguem, etc. Quero ver muitos comentários aqui quando eu voltar.



Capitulo 13

Ela não entendia como conseguiu dormir sem estar rodeada pelos braços do Cullen. Talvez fosse por que a sua mente estava tão cheia das lembranças da noite anterior que Caius não veio atormentá-la em sonho.
Enquanto olhava o teto de gesso esculpido, Isabella tocou imperceptivelmente os próprios lábios. Em todos os momentos em que esteve com Edward, nunca se sentiu tão bem naqueles braços. Ela sentia que houve algum tipo de conexão entre eles, amplificada graças a ação da menina de manter os olhos abertos durante o sexo. Não sabia se os últimos acontecimentos eram benéficos ou não para os dois, mas estava disposta, agora, a fazer o que bem entendesse sem pensar nas consequências. Na sua atual situação, poderia se permitir ter um pouco de felicidade, mesmo que a fonte dessa felicidade fosse a mais errada possível.
Ela, por exemplo, queria acordar cedo e ver Edward. Essa vontade de estar perto já estava se tornando uma constante desde que ele a resgatara, porém ela notou que as sensações que a assaltavam estavam muito mais intensas.
Longe de sentir medo pelas mudanças que ocorriam em seu coração, Isabella estava pagando para ver onde tudo isso poderia leva-la.
Levantou-se, pretendendo tomar um demorado banho e, assim, tomar café junto a Edward. Deixou a fotografia em que ela estava junto à mãe, que até então segurava, e entrou no toalete.
...
Estava tão disperso aquela manhã que sequer conseguia fazer um nó descente em sua gravata. Acabou por usar a camisa verde musgo de botões apenas com o paletó preto por cima. Edward pegou os pertences necessários, o celular, carteira e óculos de Sol, seguindo para fora do quarto.   
O rapaz, ao passar pelo quarto da menina Swan, estacou. As lembranças da noite anterior, que não abandonavam a sua mente, tornaram-se tão vividas a ponto dele sentir a macies da pele branca como alabastro, o cheiro de lavanda e o gosto doce de um corpo feminino perfeito. A noite passada havia sido intensa, tão proveitosa que sequer ligou para o compromisso que firmara com Tânia. A loira, alias, deveria estar extremamente irritada. Não que Edward se importasse com isso.
O Cullen caminhou diretamente para a sala de jantar, não querendo incomodar a Swan. Já não fazia questão de incomoda-la e obriga-la a comer ao lado dele, principalmente por que ela bem que precisava de boas horas de sonho para se recuperar. Ouviu o coro de empregados saudá-lo ao chegar ao cômodo onde o café seria servido, mas pareceu não notar os empregados que sorriam educadamente. Seus olhos esmeraldinos ficaram fixos em apenas uma figura, que estava sentada bem próxima à cadeira dele, encarando a própria xícara de café entre as suas pequeninas mãos.
A imagem causou certa estranheza em Edward. Ele, mesmo em tempos tranquilos com Isabella, estava sempre ordenando a menina para se sentar o mais próximo dele. Ela só o fazia quando ele praticamente a arrastava para a cadeira mais próxima a ele, sob os protestos silenciosos dela. Agora lá estava a Swan sentada praticamente ao lado dele, parecendo desconfortável por algum motivo. Claro que Edward não pdoeria saber o que se passava na cabecinha de Isabella, embora ele fosse sensível ao pensamento alheio. Se ela estava um pouco tímida em comparação aos outros dias era unicamente por que temia a forma como seria tratada pelo rapaz, após, na noite anterior, ele não ter feito questão de ter a garota ao seu lado para passarem a noite juntos.
Caustico como estavam seus pensamentos a respeito de Isabella, Edward preferiu adotar a mesma postura severa de sempre, numa tentativa tola de proteger o seu coração.
-Ora o que temos aqui. Isabella Swan acordada e... –Caminhou até a mesa, sentando-se no lugar de sempre, a cadeira que ficava na cabeceira da mesa. -... Está no local que eu costumo força-la a sentar. O que a motivou a vir até aqui sem que eu precisasse arrasta-la? –Sentou-se, mantendo os olhos na moça.
-As coisas que gosto de comer estão desse lado. É mais cômodo sentar neste lado e não precisar levantar para pegá-las. –Disse Isabella bebericando do seu café. Apesar da tranquilidade na voz, a menina sentia-se nervosa. Era a presença de Edward, constatou, que a deixava daquela forma.
-E só agora você percebeu isso? –Destilou sarcasmo, esperando pelas imprecariações costumeiras que Isabella soltava ante a sua postura agressiva. Ela nada fez, o que o surpreendeu.
O evento do café acabou sendo silencioso. Edward procurou se distrair com o jornal ofertado por Erick e Isabella deu atenção exagerada ao que comia. Os empregados, em sua maioria, estavam ocupados demais para perceber a tensão entre o seu patrão e a agregada. Angela, todavia, perceptiva como sempre foi, notou que algo estava diferente entre eles, como se a animosidade, de alguma forma estivesse voltando após o período em que Edward cuidara da pequena. No entanto essa animosidade era diferente dos primeiros dias. Havia ali mais intimidade, a jovem constatou.
Quando acabou de comer e ler a sessão de economia do The New York Times, Edward levantou-se da mesa, notando tardiamente que Isabella o observava.
-Estou indo. Tenho muitos afazeres hoje. Cuide-se. –Edward disse em uma voz polida e formal, diferente do modo como ele a vinha tratando. Isabella procurou mascarar o melhor que pôde o quanto aquele tratamento a entristecia e sorriu solenemente.
-Tenha um bom dia. –Manteve os olhos nele, tentando afastar a timidez e o pequeno sorriso que ofereceu a Edward fez com que algo no peito do rapaz se enchesse de um calor bom. Fazia algum tempo que ele era tratado com simpatia, sem que houvesse algum interesse por detrás das ações.
Impossível manter a frieza depois de um singelo ato como aquele. Maldizendo-se por tê-la destratado no inicio da manhã após a entrega e os momentos subsequentes de prazer da noite anterior, Edward se aproximou o suficiente para colar os seus lábios na tez lisa, sentindo o aroma de morangos nos cabelos cor de mogno. Ouviu o suspiro de Isabella, indicando que o ato muito a agradou. Sem perceber, suas mãos acariciaram a face delicadamente e Edward sentiu um fogo se acender, banhando todo o seu corpo. A noite anterior havia sido maravilhosa, principalmente com Isabella de olhos abertos e o modo como tomou o controle durante o sexo.
-Comporte-se. –Advertiu, roçando os lábios dele aos dela. Saiu do apartamento pouco tempo depois deixando uma Isabella deslumbrada na sala de jantar.
...
Não havia se esquecido de um único detalhe. Passara em uma farmácia, comprando a pílula do dia seguinte e enviando por um entregador ao apartamento; Isabella saberia o que fazer com o comprimido. Enquanto dirigia para o seu trabalho, teve a ideia de pedir a Alexandrina para marcar uma consulta no dia seguinte para a Swan com um ginecologista e, assim, após os exames de rotina, pedir a ele ou ela que receitasse um anticoncepcional. Ele bem sabia que não poderia impor as suas vontades a menina e empurrar doses grandes de estrogênio. Bem como planejou, após resolver os primeiros assuntos do dia, ligou para o seu médico, o doutor Jasper Withlock, a procura de uma ginecologista de confiança. Prontamente o jovem médico o auxiliou.
-Conheço uma boa ginecologista, a doutora Samanta Kane. Ela clinica ao lado da minha sala. Posso, inclusive, falar com a secretária dela e marcar uma consulta para amanha, se desejar.
-Gostaria. E agradeço pelo auxilio.
-Sim, eu o ajudarei, mas no nome de quem eu devo marcar a consulta? Certamente não é para você. –Brincou o rapaz do outro lado da linha. Edward o acompanhou na brincadeira e então refletiu sobre como falaria a respeito de Isabella a ele. Jasper era o seu médico há algum tempo e tinham certa intimidade, mas nada que o fizesse ter confiança de falar sobre os seus envolvimentos ilícitos ou sobre a propriedade que ele adquirira em um leilão. Aquele era um homem de princípios, Edward sabia, e poderia levar o Cullen ao tribunal se soubesse o que andara fazendo. Optou pelo silencio, como sempre.
-É para uma prima que está sob a minha guarda. Ela não conhece quase nada nessa cidade, por isso intercedi por ela. Pode marcar essa consulta para amanha pela manhã?
-Considere-a marcada. Acredito que a sua prima apreciará a doutora Kane.
-Eu agradeço pela sua colaboração. Até mais ver. –Encerrou a ligação, dando atençãos as atividades programadas para aquele dia.
O dia transcorrera normalmente, com exceção das horas posteriores a hora do almoço. Evitou o quanto pôde Aro Volturi durante todo esse tempo desde os eventos envolvendo Caius, mas sabia que algum teria que vê-lo e o dia, para a sua infelicidade, havia chegado.
La estava o seu patrão segurando um calhamaço de relatórios, lendo-os linha por linha. Quem o ladeava era Alec, um rapaz que atuava como assessor. Com os documentos em ordem, Edward não temeu nenhum timo de punição. Ainda sim a situação era desconfortável o suficiente para ele querer estar o mais longe possível do Volturi.
-As finanças estão em ordem, sem a possibilidade de meus negócios ilícitos serem pegos pelo fisco. –Comentou, fechando a pasta em suas mãos. Sorriu, satisfeito com o sempre bom desempenho de seu empregado. –Suas habilidades em mascarar minhas atividades são louváveis meu caro Edward.
-Agradeço a chuva de elogios. –Falou num tom desinteressado ao patrão, olhando para as horas no Rolex prata em seu pulso direito. Aro percebeu o gesto e interpretou tal qual Edward esperava, aquilo era claramente uma dispensa.
-Imagino que tenha muitos compromissos. Não irei estender a minha visita e acabar por atrapalhá-lo. –Levantou-se, deixando os papeis em cima da mesa, em frente a Edward. Sorriu polidamente, estendendo a mão para um cumprimento. Edward aceitou o gesto sem emoção. –E a senhorita Swan? Nunca mais a vi. Estou com saudades daquele sorriso com covinhas. Haverá um jantar beneficente de uma de minhas empresas de fachada. Você deve ter visto o convite na sua caixa de e-mails.  
-Sim, eu vi. Cumprirei as regras de etiqueta, mas Isabella não tem essa obrigação.
-Mas não pode isola-la completamente. Animais descontentes em um lar tendem a querer fugir. Seria mais esperto de sua parte afrouxar a coleira e deixar a menina ter um pouco de diversão. –Embora sorrisse e dissesse com brandura as palavras, era de um deboche impressionante. Edward comprimiu os lábios.
-E a sua ideia de diversão é expor Isabella e deixa-la desconfortável diante do psicopata do seu irmão? Agradeço o convite em nome dela, mas não. –Replicou o rapaz com azedume para o mais velho. Aro em momento algum mostrou descontentamento com o modo rude com que era tratado.
-Sempre tão espirituoso! Meu caro Edward, você têm a minha palavra de que o episodio envolvendo o meu irmão mais novo não se repetirá.
-Assim espero.
Trocaram mais alguns cumprimentos formais demais até Aro desaparecer pela opulenta porta da sala. O rapaz pôde relaxar após a saída do mafioso, refletindo sobre o relacionamento com o patrão e como poderia se livrar de tal julgo. Não seria algo fácil, pois, em troca da libertação da pesarosa função de contabilista e administrador do maior criminoso da America do Norte, ele acabaria por perder algo muito importante: a sua liberdade.
...
Tentou se concentrar o quando pôde no livro em suas mãos, mas nada conseguia demove-la dos pensamentos que tomavam a sua cabeça. E não, não era a paisagem do agradável jardim de inverno que a deixava tão avoada; era ele, e somente ele.
Sentia cada parte do corpo quente ao lembrar-se da noite que tiveram, e do qual ousada fora. Isabella sempre foi bem recatada em tudo por que era, afinal, da sua natureza. No entanto reconhecera que noite passada ela excedera todos os limites e não se sentia envergonhada por isso. Fez o que julgou ser o certo, aproveitando ao máximo a noite com Edward. Já dormiu outras vezes com ele, mas nenhuma poderia se comparar a noite anterior em que participou ativamente do sexo. E sentiu que algo crescia em seu peito e não sabia o que fazer com isso, se deveria temer ou ignorar aquele sentimento.
Certa vez o seu antigo professor de biologia sugeriu aos alunos que, em duplas, fizessem um trabalho sobre as diferentes síndromes psicológicas existentes. Leah e ale escolheram a síndrome do pânico, angariando a melhor nota da sala graças o esforço de Bella e a sua impecável oratória. Um trabalho muito chamou a sua atenção, embora não tivesse de acordo com o bom senhor Frank alcançado o grau de aprofundamento pedido. Dois de seus colegas falaram sobre a Síndrome de Estocolmo em que as vitimas geralmente de sequestro, acabam se afeiçoando aos seus algozes. Alguns casos foram falados como o da jovem Patty Herast, que após ser refém em um assalto acabou se tornando criminosa e se juntou ao bando que a levou, e até mesmo a Bela, da literatura a Bela e a Fera. Equiparando a sua vida com as vidas apresentadas nos vinte minutos de explicação sobre a síndrome, anos atrás, Isabella se auto diagnosticou: poderia estar sofrendo da Síndrome de Estocolmo.
-Senhorita Swan? –Uma voz a chamou. Reconheceu de imediato o timbre melodioso de Angela. A empregada a observava comm curiosidade. –Estava a sua procura. Uma encomenda lhe foi entregue em nome do senhor Cullen. –Ergueu o pequeno pacote e Isabella reconheceu a insígnia de uma farmácia. Na outra mão da maior estava um copo de água. Sabendo do que se tratava, tomou a pílula do dia seguinte rapidamente.   
-Eu trarei algo para a senhorita comer. Quase não comeu durante o almoço. –Nos olhos castanhos Bella pôde ver genuína preocupação para com ela.
-Eu estou bem, não se preocupe. Gostaria de comer algo daqui a algumas horas se possível.
-Como quiser senhorita. –Sorriu a empregada, dando meia volta para sair do jardim.
-Angela. –Chamou de súbito a menina, desejando uma segunda opinião dos sentimentos que a atormentavam. –Você já... –Hesitou um par de segundos antes de recomeçar a falar. –Já se apaixonou por alguém que era totalmente errado para você? –Viu a surpresa na jovem empregada e não demorou a se arrepender da pergunta que poderia revelar algo sobre ela que Isabella não desejava compartilhar.
-Como assim errado pra mim? –Angela se aproximou ficando a alguns centímetros da Swan.
-Não sei. Talvez... Talvez gostar de uma pessoa que não a trate bem e que tenha, além disso, feito coisas ruins para você. –Isabella abaixou timidamente a cabeça, encarando os pés descalços. Captou pela visão periférica a empregada caminhar até um dos bancos de madeira do local e lá se instalar, ficando de frente para a Swan.
-Quando eu estava no colegial eu conheci um rapaz. Por alguma razão ele adorava implicar comigo. Era bem infantil e extremamente irritante! –Angela tinha um sorriso suave no rosto, constatou Bella ao erguer a cabeça. –Me colocava apelidos ridículos, como boca do inferno por eu usar aparelho nos dentes, e roubava o meu lanche. Também adorava me derrubar pelos corredores e chegou a pisar várias vezes nos meus livros, deixando marcas de lama. Eu o odiava e rezava todas as noites para que ele desaparecesse e me deixasse em paz. Acho que Deus se apiedou de mim e, certo dia, após me atormentar por anos, minhas preces foram atendidas. –A voz da menina mostrou certa tristeza e Isabella se apressou em falar a sua suposição.
-Ele morreu?! –Perguntou chocada. Angela riu a valer e tentou rapidamente se desfazer do mal entendido.
-Não! Os pais se separaram e a mãe decidiu se mudar. Ele e os irmãos a acompanharam. A saída dele da escola foi um acontecimento naquele ano. Apesar de ser odiado por mim, ele era popular e muito querido. Vi pessoas chorando ao constatarem que ele partiria. O professor de Educação física até ofereceu a ele morada e uma bolsa, ele o queria no time de basquete.
-E ele foi embora. –Dessa vez a suposição de Isabella acertou. Angela afirmou com a cabeça.
-O ultimo dia de aula dele coincidiu com o dia em que apareceria na escola pela primeira vez seu o aparelho. Vesti a minha melhor roupa e usei um presente que eu havia ganhado do meu pai, um boné de beisebol velho, autografado por um famoso jogador da época dele O boné era tão velho que o azul mais parecia branco e tinha um rasgo enorme na aba. –Angela ria enquanto contava aquele pequeno aspecto de sua vida. A imagem que ela desenhou, de alguma forma, fez com que Isabella sorrisse também.
-O que aconteceu então?
-Eu estava feliz e não perderia a oportunidade de, sei lá, dizer umas coisas a ele. Fui até a quadra de basquete onde os amigos dele estavam fazendo uma festa de despedida homérica. Entrei decidida a dizer, na frente de toda aquela gente, o quanto eu estava feliz por me livrar dele. Mas... Eu o vi lá no meio de toda aquela gente e ele me viu. Ele sorriu. Juro que jamais havia visto sorriso mais lindo! Fiquei paralisada e tudo o que fiz foi olhar para ele como uma idiota. Ele deixou a roda de amigos e veio até mim. Ficamos a centímetros de distancia e em nenhum momento consegui respirar. Meu coração batia acelerado e eu quase podia acreditar que ele conseguia ouvir alguma coisa. “E não é que a gata borralheira veio ao baile como uma cinderela?” ele disse para mim e continuou dizendo: “Ficou linda sem o aparelho.”. Ele me beijou. Foi o meu primeiro beijo. Todos ovacionaram o ato, mas eu não conseguia ouvir nada, ver nada. Apenas o sentia. Roubou o meu boné após o beijo e desapareceu. E, para a minha surpresa, eu não consegui me sentir feliz com a sua partida com o passar dos dias. Eu senti falta das suas aparições repentinas nos corredores que acabavam comigo no chão. Eu senti falta dos apelidos e de quando abria a minha mochila e não encontrava o meu lanche. Senti falta dele. –Angela pareceu perdida em pensamentos, mas em um dado momento retornou. –E esse foi o fim de um ciclo.
Isabella refletiu acerca da história e sentiu certa tristeza. Angela gostou do rapaz, mas não pôde desfrutar daquele amor.
-O fim de um ciclo... Isso foi triste. –Ela comentou para Angela. A menina, ao contrário do que imaginava, estava sorrindo.
Ben entrou no jardim, parecia procurar alguém.
-Ang, eu vou... –Interrompeu-se ao ver Isabella. –Hey! Atrapalho alguma coisa? –Ele perguntou, notando que as duas pareciam estar conversando. Angela olhou para o rapaz, boné na cabeça, calça jeans e tênis.
-Vai sair? –Perguntou Angela a Benjamin.
-Vou comprar algumas coisas para a Betha. Quer vir? –O modo como Ben olhou para Angela deixou claro que ele a amava e Angela espelhou o olhar. Bella contemplou o casal e felicitou internamente a menina. E foi olhando para os dois e o modo adorável como interagiram que ela viu. Boquiaberta, encarou Angela logo depois.
-Angela, o que... –Murmurou Isabella surpresa. O sorriso da maior se ampliou e ela disse:
-Ciclos terminam. Outros ciclos podem começar, às vezes partindo de um ponto de partida já existente. –E saiu com o rapaz, deixando Isabella refletir profundamente sobre a história da empregada.
No topo da cabeça de Benjamin, a Swan constatou, estava um boné surrado, antes azul, com um imenso rasgão na aba e rabiscado por algum famoso jogador de beisebol.
...
Passou em seu escritório mais tempo do que o esperado, adiantando o que podia. Relaxou alguns minutos dentro do automóvel e, por estar muito tarde, decidiu ir a um restaurante nas proximidades. Edward não tinha muita fome e se contentou apenas com uma entrada e uma taça de vinho tinto. Apesar de não ter se demorado no estabelecimento, chegou a sua casa apenas a meia noite.
Após estacionar o seu Maybach Exelero preto na vaga de sempre, Edward lembrou tardiamente que não ligara para Tânia Denali desmarcando o compromisso acertado na noite anterior. Provavelmente a loira o esperou em um quarto de luxo, seminua, com um bom champanhe e morangos frescos. Ela deveria ter esquematizado, sagaz como é, todo o tipo de delicias na cama para deixar o rapaz saciado e desejoso de voltar. Edward, contrariando até mesmo as expectativas que ele possuía, trocou uma mulher mais receptiva e experiente na cama por uma garota comum de beleza comum e habilidades na cama comuns. A pergunta de um milhão de dólares era: Por que ele fez isso? Por que trocou o provável pelo improvável? O rapaz se perguntava isso desde a noite anterior e sabia que alegar o desejo momentâneo pela menina não era uma justificativa plausível. E uma parte dele não queria descobrir o que era aquele sentimento quente no peito quando pensava em Isabella e no quanto ela fora perfeita na noite anterior. Em certos pontos quando se tratava dos sentimentos humanos que ele abdicou de bom grado, Edward preferiria ser um ignorante.
Edward caminhou a passos lentos em direção ao seu luxuoso apartamento, ansiando por um bom banho e a sua cama. Ainda sentia o corpo tenso pelo encontro com Aro Volturi e se perguntou quando a raiva pelos últimos acontecimentos iria amainar. Talvez ele nunca superasse o que acontecera a Swan como não superou tudo o que passara nas mãos do mafioso, concluiu com amargura.
A sua casa estava quieta e precariamente iluminada. Procurou ser silencioso como um felino, caminhando por entre os corredores em direção ao seu aposento.    Olhou para o quarto da Swan e pela falta de movimento concluiu que a menina devia estar dormindo. Protelou em frente ao quarto, em duvida se entraria no aposento de Isabella para checa-la ou iria diretamente para o seu quarto. Sendo a segunda opção a mais sensata, Edward seguiu até o fim do corredor, encerrando a porta ao passar por ela. Ele não poderia esperar que, deitada em sua cama, a Swan estivesse lá.
Isabella dormia encolhida na extremidade da cama. Nas mãos um livro que provavelmente lia antes de cair no sono. O rapaz aproximou-se e contemplou a pequena enquanto perguntas surgiam na sua cabeça. O que Isabella estaria fazendo ali? Sentou-se próximo a ela, sentindo uma vontade louca de tocar a pele de alabastro e experimentar novamente a textura em seus dedos. Conteve-se, ajeitando apenas a alça da camisola de seda salmão que cobria o corpo.
-Isabella. –Chamou, tocando-lhe a face. –Isabella, acorde! –Sua voz subiu algumas oitavas sem tornar-se perturbável aos ouvidos. A menina abriu parcialmente os olhos, parecendo desorientada. Logo focou os orbes achocolatados na figura do rapaz que, além de estar sentado ao lado dela, encontrava-se levemente inclinado em sua direção. Se Isabella esticasse um pouco a mão, poderia sentir a textura dos fios acobreados e a pele lisa como seda que cobria o seu corpo. Conteve o impulso de toca-lo, pois sabia que, após a noite anterior, Edward parecia não apreciar completamente os seus desatinos.
-Oi. –Murmurou, sentando-se na cama. –Acabei pegando no sono. Que horas são?
-Pouco mais de meia noite. O que está fazendo aqui? Notou que eu demoraria, não precisava me esperar aqui. Há essa hora eu certamente não a solicitaria. –Falou o rapaz num tom zombeteiro, causando certo desconforto na menina. Ela poderia mentir, inventar alguma desculpa para não revelar o crescente sentimento em seu peito, mas tudo o que pôde fazer foi dizer meias verdades e esperar que não se arrependesse.
-Estava esperando por você. –Disse, simplesmente, a menina. Envergonhada, Isabella abaixou a cabeça, fitando os próprios pés descalços. Ela não viu a surpresa no rosto do rapaz, paulatinamente sendo substituída por uma expressão de prazer. Embora estivesse relutante com tudo o que estava ocorrendo em menos de vinte e quatro horas referente à súbita mudança de comportamento da Swan, ele não conseguia deixar de se sentir bem por encontra-la esparramada na sua cama e dizer, rubra, que aguardava por ele.
-Não precisa esperar por mim quando eu não estiver aqui até a hora do jantar. Deveria supor que eu estaria cansado demais para procura-la. –Edward disse enquanto uma mão retirou uma mecha dos cabelos cor de mogno do rosto de Isabella, colocando-a atrás da pequena orelha.
As palavras do rapaz, somadas ao fato dele ter se afastado da cama king-size, foram à mensagem que Isabella não desejava ouvir: ele a estava dispensando. Diante de recusa tão explicita, a garota levantou do local onde estava sentada, recolhendo também o livro que lia horas atrás, e se preparou para voltar ao próprio quarto.
-O que está fazendo? –A voz grave de Edward a deteve quando já fazia menção de abrir a porta.
-Você falou que estava cansado então eu... –Isabella balbuciou. Edward lançou um meio sorriso intimidador.
-Eu disse, abre aspas, que você “deveria supor que eu estaria cansado demais para procura-la”. Isso não quer dizer que eu esteja cansado. –Fez sinal para que Isabella se aproximasse, mas a menina, pasma como estava com a declaração, permaneceu imóvel. Coube a Edward diminuir a distancia entre os dois e capturar a pequenina mão da Swan, guiando-a junto a ele até o banheiro.
-Certa vez eu a auxiliei no banho, uma que vez você não estava em condições emocionais para tanto. –Abriu a porta com a outra mão livre, empurrando-a com o pé. –Poderia me devolver o favor? Poderia cuidar para que o meu banho fosse o mais prazeroso possível? –Largou a mão da Swan, retirando o par de sapatos sociais e as meias pretas. Virou-se, lançando a ela um olhar predatório que somente ele conseguia fazer.
-E então? –O desafio estava lançado e Edward esperou. Se suas conjecturas estavam corretas, levando em consideração o que a menina fizera para ele na noite passada, ela iria fazer o que ele solicitava. E a Swan não desapontou.
A aproximação foi gradual, mas contínua. Isabella ficou a um palmo de Edward, sentindo no rosto a respiração quente. Ergueu as mãos tremulas e segurou o paletó, retirando-o lentamente. Edward ficou parado, contemplando a face rubra e os movimentos do pequeno corpo envolta dele enquanto Isabella tentava livrar-se das vestimentas dele. Pouco ajudou a garota, preferindo vê-la ficar a cada minuto mais e mais impaciente, chegando a retirar a camisa de botões com brusquidão e, assim, arrancar os últimos botões.
-Parece que temos uma pessoa absurdamente impaciente hoje. –Edward brincou enquanto as mãos, após retirar o paletó, a gravata e a camisa, precipitavam para o cinto da calça.
-Não é impaciência. –A menina respondeu azeda. –É difícil despir você sem a sua colaboração. Eu diria até que está dificultando as coisas para mim. –Um olhar ferino foi lançado para o rapaz e ele, que já estava excitado por ter as mãos da Swan no seu corpo, sentiu as calças ficarem ainda mais apertadas na área da genitália com a postura agressiva da menor.  
As pequenas mãos, antes apressadas em retirar a roupa, detiveram-se quando o cinto foi retirado e a braguilha aberta; não por Bella, mas sim por Edward que desejava prolongar o momento. Pegou as mãos de Isabella, colocando-as em seu peito. Logo a menina entendeu que ele ansiava por um toque e consequentemente desacelerou o processo, acariciando timidamente o peito e abdômen rijos com as mãos espalmadas. Isabella contemplou o peitoral definido e suspirou satisfeita por sentir a pele macia e quente do Cullen em seus dedos. Sentiu a excitação toma-la apenas em toca-lo daquela forma e quis muito mais.
 Edward contemplava a menina que parecia maravilhada com toda aquela descoberta. Enquanto era explorado pelas mãos macias, quis apressar as coisas e acabar por fazendo sexo no quarto, mas não seria tão imprudente. Levando em consideração que deveria se precaver de uma gravidez indesejada por parte dela, havia decidido que não investiria nela. Iria provoca-la e deixa-la desejosa de ser possuída, para sacia-la apenas quando o organismo estivesse protegido graças aos contraceptivos.
-Vamos. Tire o restante da minha roupa. –Ordenou, migrando as mãos da Swan a calça social. Ela entendeu de imediato o recado, baixando a calça e a cueca boxer enquanto evitava olhar para o membro ereto diante de si. Os dedos roçaram acidentalmente em cada porção das musculosas pernas até chegar à panturrilha, provocando arrepios no Cullen. Após abaixar as calças, Isabella levantou-se lentamente, sem retirar as mãos do corpo diante dela. Encarou os olhos esmeraldinos fixos nela enquanto levantava-se e ficava a poucos centímetros do rosto de Edward. Queria beija-lo, se perder nos lábios macios e habilidosos do maior, mas se conteve, esperando que ele ditasse o que deveria ser feito.
-Muito bem. Agora me ajude com o banho. –Puxou a menina junto a ele até o interior do Box, abrindo o chuveiro. Entrou sem pestanejar, deixando a água morna banha-lo por completo. Isabella ficou parada contemplando aquele gesto tão simples como a coisa mais erótica que já presenciara, adorando o corpo tais quais as estátuas gregas, perfeitos anatomicamente. A água passeava delicadamente pelo corpo e em vários momentos Isabella se pegou fitando pequenas gotículas que escorriam pela grande extensão de pele.
-Você não está colaborando muito. –Edward disse com os olhos fechados enquanto a água escorria pelo seu rosto. Afastou-se do chuveiro ainda ligado e, enquanto uma mão tirava o excesso de água nos cabelos acobreados, ele encarou a Swan. Fez um leve movimento de cabeça, ao que Isabella acompanhou. Encontrou atrás de si prateleiras de vidro com alguns produtos de higiene pessoal e entendeu de antemão o que Edward desejava. Pegou um frasco de sabonete liquido com uma essência de pêssego e despejou uma grande quantidade nas mãos. Olhou para o maior, esperando por um consentimento qualquer ao que ele respondeu com um sorriso sardônico nos lábios finos. Aproximou o suficiente para as mãos tocarem o corpo do rapaz, ignorando as gotículas de água que caiam sobre ela, molhando a camisola.

CONTINUA...