sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nova prévia do Edward pov's do cap 29



Edward pov’s ATUALIZADA!
Eu sabia que trabalharia o dobro assim que me tornasse o presidente da Cullen Publicidade, mas não imaginei que a carga de trabalho quadruplicaria. Os dias se passaram tão rápido que quase não percebi. Eu passava a maior parte do tempo para lá e para cá, cumprindo funções administrativas destinadas a mim. Acordava cedo, entrava e saia da empresa, terminando o meu dia tão cansado que só tinha energia para um banho e então ir para a cama. E era esse o meu maior problema.
Gosto de trabalhar, muito. Eu sempre amei a empresa e sempre gostei de participar disso, apesar de haver dias em que não me sinto disposto. Mas havia algo que estava me incomodando profundamente: eu mal via Bella. Eu não sabia o que ela estava sentindo com relação ao nosso afastamento, mas eu estava muito aborrecido. Eu acordava bem cedo, antes de Bella acordar. Dificilmente a via na empresa, pois eu estava sempre atarefado com algo. Ao anoitecer Bella já estava dormindo quando eu chegava. Às vezes eu a acordava só para conversar, mas era impossível tal coisa, pois Bella estava tão cansada que dizia coisas desconexas. Eu sentia uma terrível falta dela, nem mesmo as muitas mensagens e telefonemas que trocávamos eram o suficiente para mim. Desejava voltar aos dias de ouro que compartilhamos em nossa primeira (e verdadeira) lua de mel, quando não existia mais nada além de Bella e eu e uma macia cama para fazer todo o tipo de coisas excitantes e...
-Senhor Cullen? Está me ouvindo? –Era a minha secretária, tirando-me de meu devaneio. Justo agora que eu teria fantasias eróticas com Bella... Que saco!
-Ah, sim. O que dizia senhora Slater? –Tentei me recompor da melhor forma que pude. Ela apontou para a porta, onde um grupo de empresários esperava para uma audiência comigo.
-Este grupo de executivos tem uma hora marcada com o senhor.
-Ah, sim. Deixe-os entrar. –E voltei ao trabalho.
Definitivamente eu queria férias!
Se meu pai estivesse vivo, eu perguntaria a ele como conseguiu conciliar tanto trabalho com a vida promiscua regada a prostitutas que levava.
...
-Bella, está acordada? –Pergunto sem, porém, obter resposta. Bella está no último sono, o tipo de sono impossível de acordar. Ela parecia tão cansada, devia estar trabalhando arduamente como eu estava. Continuei sentado em minha cama, olhando-a dormir tranquilamente. Ergui uma mão, acariciando seus cabelos cor de mogno, graciosamente em desalinho em cima de meu travesseiro. Eu me inclinei, fazendo com que meus lábios ficassem próximos ao seu ouvido.
-Sinto sua falta. –Murmurei, beijando sua bochecha direita. Eu não iria importuná-la, pois me bastaria, nessa noite, dormir ao seu lado.
...
Sim eu estava muito mal humorado. Além de não passar muito tempo com Bella, vendo-a ocasionalmente, eu iria viajar.
-Será por cinco dias em Dubai. Sua presença é muito importante. Se expandirmos nossos negócios para Dubai, a empresa certamente lucrará mais do que o esperado. –Aro falava empolgado. Se estava tão empolgado com a viagem, por que ele não ia no meu lugar? Eu queria ficar em casa com minha mulher, assistir a alguma sit.com estúpida com ela enquanto comemos bobagens e então levá-la para cama. Simples assim.
-Diga-me: quando eu viajarei? –Perguntei, olhando alguns papéis que estavam em minha mesa.
-Depois de amanhã senhor.
-O QUE? MAS ESTÁ CEDO DEMAIS! –Esbravejei, enfurecido. Aro ficou surpreso com minha explosão. A senhora Slater me olhava como se eu fosse algum sociopata. Eles não entendiam que o que eu mais queria era ficar e não viajar quando as coisas já estavam tão tediosas para Bella e eu.
-Será por pouco tempo, cinco dias. E o senhor precisa ir. Eu o substituirei na empresa. –Ele, Aro, sorria como se suas palavras me fizessem feliz. O que esse velho tinha na cabeça afinal? Por que ele não ia no meu lugar? E a resposta era simples: por que ele não poderia ser Edward Cullen. Eu era foda, mas isso, pela primeira vez, não me animou.
-Que seja. Não há outra alternativa, eu sei bem. –Murmurei enquanto me afundava em lembranças desagradáveis. De um pai ausente, entregue as funções que lhe cabiam na empresa, deixando de lado a mulher e os filhos. Eu desejava ardentemente não acabar como o meu pai.
As horas se passaram comigo afogado em trabalho, cercado por um mar de rostos, todos de funcionários ou clientes. Queria ver o rosto da minha esposa, pensei. Durante esses dias eu mal a vi, e quando a via Bella dormia. Eu não queria apenas vê-la, eu queria ouvir sua voz e, por que não, os seus gemidos enquanto fazíamos amor.
Eu bem sabia que querer não era poder. Eu não poderia fugir de minha nova posição, por mais que quisesse. Eu só rezava para ter a oportunidade de conciliar a minha vida pessoal com a profissional. E eu realmente pensei que demoraria a isso, principalmente hoje em que eu sairia ao tarde e...
-Senhor Cullen, o ultimo cliente do dia não virá. –A senhora Slater me informou.
-Por quê? –Perguntei numa voz calma, mas por dentro eu estava eufórico. A simples idéia de voltar mais cedo para casa, para Bella, me deixava assim. Levantei de minha poltrona, pegando meu paletó que estava em cima da mesa e colocando-o.
-O senhor Batwin sofreu um acidente de carro. Um dos seus assessores ligou informando o ocorrido. –A minha secretária falava com num tom pesarosamente profissional. Ignorei isso.
-Ótimo! Estou indo. –Saquei as chaves do meu carro enquanto caminhava apressado para o estacionamento. Dona Slater falou mais alguma coisa, tentando me passar a agenda de amanhã, mas eu a ignorei. Eu só queria chegar em casa e ter a minha esposa. Não havia nada melhor do que isso.
Murmurei boa noite aos poucos funcionários que encontrei pelo caminho, apenas o pessoal da limpeza, e peguei o meu carro no estacionamento. Dirigi mais rápido do que deveria, ignorando os sinais de trânsito. Peguei o meu celular do bolso do paletó, pensando em ligar para Bella e avisar que eu estava chegando cedo e que ela não deveria dormir ainda. Desisti enquanto me aproximava rapidamente da nossa casa, faria uma surpresa.
Cumprimentei Erick, que saía para ser substituído pelo segurança do turno da noite, e fui para os elevadores. Com o celular em mãos, contei os instantes em que entraria pela minha porta, o que não demorou a acontecer. Caminhei apressado, mas silencioso, pelos corredores escuros. O silencio era absoluto e temi que Bella estivesse dormindo. Disquei para o seu celular, que certamente estava próximo a ela. Bella atendeu no primeiro toque.
 -Jess, amanhã você me conta tudo o que tem para contar. Eu realmente preciso...
-Amor? –Fiquei em duvida, tentando entender o que Bella havia dito tão rapidamente. Ela estava me confundido com aquela sua amiga? 
-Oi! Pensei que fosse a Jessica. Acabei de falar com ela. Onde você está? –Sua voz que antes tinha um tom cansado pareceu mais animada. Fiquei feliz por isso.
-Eu estou aqui! –Anunciei entrando no quarto, pegando Bella de surpresa. Minha esposa pulou pálida e temi ter feito uma grande burrice assustando-a.
-EDWARD! QUE SUSTO! –Tentou se recompor. Enquanto ela desligava o celular e sentava na cama, eu a olhava, fascinado. Vestida muito informalmente, com pijama de flanela, e com os cabelos em completo desalinho ela era tão linda! Como resistir a uma mulher dessas?
-Desculpe. – Após desligar meu celular, retirei o paletó e afrouxei a gravata. Eu estava tão radiante em vê-la desperta, parecendo um menino. –Finalmente encontro minha linda mulher acordada! Não mereço nada em comemoração a esse momento?
Não perdi tempo, ansioso para senti-la como antes. Joguei-me sobre ela, tendo o cuidado para não machucá-la. Rimos diante da situação cômica, e quando não estávamos rindo nós nos beijávamos ansiosos, para não perder um minuto sequer. Meus lábios foram para outras partes do corpo, famintos por ela toda.
-Por que chegou cedo? Geralmente chega depois de meia noite. –Sua voz, sem potência, disse. Senti suas mãos em meus cabelos, correspondendo a mim.
-Tive um fortuito imprevisto que me liberou mais cedo. O ultimo cliente do dia sofreu um acidente enquanto ia para a reunião na minha empresa.
-Edward! –Bateu em meu ombro. –Como pode comemorar uma tragédia dessas? Não tem vergonha? –E eu podia ver a diversão em sua atitude.
-Pelo menos ele sofreu um acidente por uma boa causa. Deus quis nos unir e o usou. Agora não vamos desperdiçar essa chance.
E eu não desperdicei. Envoltos naquele momento único e excitante, minhas mãos não paravam de acariciá-la enquanto meus lábios a exploravam mais e mais, sentindo aquele seu gosto doce. Quase enlouqueci quando Bella tentava a todo custo me despir, tão desesperada quanto eu de fazermos amor e aplacarmos a saudade de dias sem nos tocarmos. Vendo sua ansiedade que ao invés de me despir tornava a tarefa mais complicada, eu me afastei. 
 -O que foi? –Bella perguntou, contrariada pelo meu “chega para lá”.
-Vamos fazer isso certo. Vou tomar um bom e demorado... Quero dizer, um bom e rápido banho. Você fica aqui deitadinha me esperando. Mas nada de dormir! – Levantei, despindo-me de minhas roupas enquanto entrava no chuveiro.
Mesmo com a água do chuveiro fria, eu me sentia quente, muito quente. Meu corpo todo gritava pelo calor daquela mulher e, felizmente, eu iria me satisfazer. A tensão do trabalho, pouco a pouco, foi se dissolvendo enquanto eu me banhava naquelas águas. Eu queria me purificar de tudo para aproveitar uma noite de prazeres com Bella. 
Após acabar o banho, vesti um roupão e segui para o quarto. Bella estava de pé, parecendo distraída. Eu a abracei por trás, notando a rigidez de seu corpo e a pele bonita, mais branca do que o normal. 
-Amor? O que foi? – Seu corpo tombou para trás e prontamente eu a amparei. Bella não estava bem, isso era visível. –Hei, você está pálida! –Eu a levei até a cama, ajudando minha esposa a se sentar. Toquei seu rosto notando a frieza do mesmo.
 -Aconteceu alguma coisa? Você está tão pálida! Parece até que viu um fantasma ou algo assim. –Tentei lê-la e descobrir pela sua postura o que se passava, já que Bella passou uns bons minutos calada, desorientada. Eu estava prestes a questioná-la novamente quando ela falou:
-Não é nada. Acho que me levantei rápido demais. Estou zonza. –Havia algo nos seus olhos, porém, que me fazia duvidar de suas desculpas. O que poderia estar acontecendo a minha mulher?
-Você tem se alimentado bem? Isso parece uma fraqueza. Talvez eu deva chamar um médico...
-Eu estou bem. Eu só preciso... Preciso de uns minutos. –Pediu. Fiquei segurando suas mãos, procurando me acalmar. Não era nada, um mal estar apenas. Isso acontece, não é? Ainda sim fiquei preocupado. Bella parecia ser tão frágil e eu temia que algo acontecesse a ela. Comigo afastado, não tinha como cuidar dela e isso me aterrorizava. 
-Melhor? –Ela assentiu. –Tem certeza de que não precisa de um médico?
-Não. Eu estou bem. Eu só... Deve ser por que eu não comi bem nos últimos dias. –Bingo! Ela não estava cuidando de si, focada apenas no trabalho.
-Você não comeu bem, não dormiu bem... Está deixando tudo de lado pelo trabalho. Isso não é bom. Bella eu sou ocupado, mas não descuido de mim. Eu pensava que você estava se cuidando por isso fiquei despreocupado. –Desabafei, tentando enfiar algum juízo naquela cabecinha que eu tanto amava. Não era possível que Bella fosse fazer uma tolice grande como deixar a saúde de lado.
-Me desculpe. –Murmurou, reconhecendo o erro e a bobagem que estava fazendo, parecendo até envergonhada.
-Tudo bem. Eu cuidarei para que isso não se repita. Vou garantir que você não se sobrecarregue. –Eu garantiria sua saúde a começar por um bom descanso. O sexo? Isso poderia acontecer quando ela estivesse bem e eu esperaria, claro. Mesmo que isso significasse me satisfazer só no pensamento, o que não é lá algo agradável para um homem ávido por sexo como eu. Eu a deitei na cama, cobrindo-a com o edredom.
-É melhor você descansar. –E quando ela me ouviu, pareceu revoltada.   
-Descansar? Por um acaso se esqueceu o que nós iríamos fazer? – E eu entendi o porquê de sua revolta ao ouvir sua declaração. Minhas carícias antes do banho a haviam despertado e Bella queria saciar seu desejo, assim como eu. Eu não poderia ignorar o chamado do seu corpo.
-Claro que eu me lembro! Lembro perfeitamente... –Provei dos seus lábios como se fosse à única coisa no mundo e, pouco a pouco, meu corpo foi tomando pelo desejo de possuí-la por completo. As mãos brancas e macias dela me despiram do roupão enquanto eu tentava despi-la. Peças de roupa foram sumindo, dando lugar apenas a pele macia e perfumada em contato com a minha. Eu me afastei, cheirando o perfume de seus cabelos sedosos.
-Estou viciado em você. Tem idéia do que eu passei enquanto estivemos separados? – Eu a beijei e beijei e beijei... Beijar não bastava então apelei para o toque. Tocá-la também não bastou... Percebi, tarde demais, que nada bastaria. Eu sempre seria viciado nela toda e um único toque, um único beijo, nunca bastariam.
-Eu amo você. Eu te amo... –Murmurei em seu ouvido, mordiscando sua orelha. Bella arfou, puxando-me para beijá-la, mostrando com atos o quanto ela me amava.
...
Cansados e suados, apenas o barulho dos nossos batimentos cardíacos e respirações aceleradas preenchiam o cômodo. Havíamos feito todo o tipo de loucuras, exigindo o máximo possível dos nossos corpos. Entregues aquele momento, foi difícil parar. Eu teria continuado por horas se Bella não aparentasse estar cansada.
-Cansou? –Perguntei.
-Preciso dormir. Muito. Amanhã vai ser um dia atribulado. –Aconchegou-se a mim, exausta. Beijei sua mão, vendo sua respiração ficar mais e mais lenta. Lembrei-me que tinha um anuncio a fazer a respeito da tediosa viagem a Dubai.
-Espere, tenho um comunicado a fazer antes de você dormir.  
-Qual seria? –Murmurou.  
-Viajarei depois de amanhã. Será minha primeira viagem de negócios. Ficarei alguns dias em Dubai. –E me ocorreu que Bella poderia ir comigo, fazendo a viagem bem mais divertida. Claro que para isso Bella teria de faltar ao trabalho, algo que ela dificilmente aceitaria.  
-Amanhã vou sair com Jess e Angela depois do trabalho. Não posso me dar ao luxo de negar ou ela transformará minha vida um inferno.
Ela já tinha planos? Sair com as amigas para algum lugar, cercada de homens? Isso definitivamente não era nada bom.
-Você pode ir, mas... Escuta, talvez eu... –Talvez eu possa ir com você, eu ia dizer. Patético, eu sei, mas eu não conseguia conter o meu ciúme. E não era apenas ciúme, era aquela sensação de que eu sempre estava de fora da vida dela. Um mero espectador, que só poderia ser dela e ela minha quando estávamos sós.
-Quer ir comigo? –Ela disse, arrancando-me de meu devaneio.
-Está falando sério? Quer que eu vá com você? –Eu tinha ouvido direito? Bella me convidando para sair com ela? Não era algo comum, ela sempre me mantinha longe de seus amigos por eles não gostarem de mim. Bom, eu também não gostava deles.  
-Por que não? Acho que já está mais do que na hora de incluí-lo efetivamente na minha vida. Além disso, você precisa ampliar o seu círculo de amizades... Não que você tenha um. –Bella queria que eu fizesse parte da sua vida, mesmo que isso desagradasse os amigos. Eu não poderia querer algo melhor do que isso!
-De fato eu não tenho amigos, mas querer que meus primeiros amigos sejam os seus amigos que me odeiam é realmente estranho. Ainda sim eu aceito. Agora durma. –Eu a assisti dormir, empolgado com o programa que teríamos juntos.
...
Bella ainda dormia. Não perdi tempo. Peguei o meu celular e disquei para a mesma agencia de empregos onde consegui Tânia. Eu tinha uma idéia e seguiria com ela.
Bella andava cansada, debilitada, devido ao excesso de trabalho. Ela precisava de ajuda, mas eu daria mais do que isso. Eu daria a ela uma funcionaria que faria todo o trabalho. Loucura? Sim, eu sabia, mas tudo era válido para mante-la bem, até manipulá-la de um jeito que Bella odiaria. Por isso eu fiz o que fiz. Contratei uma nova contadora e pedi para que ela se apresentasse hoje mesmo, ocupando a antiga mesa de Jess. Após a contratação via telefone, me arrumei para mais um dia de trabalho.
...
-... E deve assinar estes papeis. Sua próxima reunião será daqui a pouco. –Minha secretária me lançou um maço grosso de documentos e eu prontamente os assinei, entediado. Logo atendi aos clientes, sabendo que teria o triplo de incumbências do dia anterior. Ainda sim eu não estava tão mal humorado por que, afinal, consegui ficar ontem com Bella depois de dias afastados. Mas ela era uma droga, quanto mais eu a tinha, mais eu a queria.
-Bom dia senhor Cullen. É um prazer estar diante de sua pessoa. –Disse Elliot enquanto seu assistente assentia. Sentaram-se a minha frente e logo o assunto principal foi colocado em pauta, afinal de contas meu tempo era precioso demais para conversinhas sem sentido. Verdade seja dita a reunião durou apenas alguns minutos por que logo fui interrompido pela senhora Slater.
-Senhor, sua esposa está a sua espera. Deseja conversar com o senhor.
-Ah, sim! Senhores, eu encerro este encontro. Tenho um assunto importante a tratar. –Não era importante, apenas um encontro com uma Bella furiosa. Ela provavelmente encontrou sua funcionaria e veio reclamar, disso eu tinha certeza. E ela entrou a passos firmes, com uma expressão sisuda.
-Sabia que viria aqui, só não achei que viesse tão cedo. – Levantei da mesa, pronto para abraçá-la. Bella tinha uma expressão cômica no rosto e tive de me segurar para não rir. –Olá meu amor! –Tentei abraçá-la, mas como eu imaginei, minha esposa se esquivou.
-Não vem com essa para cima de mim! O que deu em você? Por que contratou alguém para trabalhar por mim? – Numa postura agressiva, um dedo seu foi ao meu peito enquanto discursava. Seu rosto, mesmo contorcido de raiva, era belo.
-Amor, calma! Eu fiz isso por você. –Segurei sua mão, apreciando o pouco contato oferecido. –Você não parecia bem ontem e reclamou do excesso de trabalho. Liguei para uma agencia ontem e eles enviaram essa nova garota. –Justifiquei, sabendo que minha boa ação não seria vista da forma como eu queria.
-Não me importo de dividir o trabalho, mas deixá-la fazer a minha parte é inaceitável!
-Como quiser desde que você se cuide. – A diversão se foi enquanto eu me lembrava do seu mal estar de ontem. Uma Bella vulnerável. –Bella, se eu perceber novamente que sua saúde está comprometida pelo excesso de trabalho, eu faço algo pior do que contratar alguém para trabalhar no seu lugar enquanto você recebe seu salário.
Era uma ameaça, mas eu não fazia isso por mal. Eu me preocupava demais com ela, mais do que comigo mesmo. Eu não queria vê-la debilitada de forma alguma e faria o que fosse necessário para garantir sua saúde, mesmo que isso a contrariasse. Bella pareceu entender e procurou se acalmar.
-Tudo bem. Eu vou me cuidar. Voltarei ao trabalho agora. – Surpreendentemente ela me beijou e seguiu para a porta. Fiquei abismado com sua atitude. Ela achava mesmo que depois de vir até mim, numa postura defensiva e sexy, eu a deixaria ir?
Impedi sua passagem, mantendo-a em minha sala. Bella ficou surpresa e tentou protestar quando eu a prensei na parede, mas eu a calei rapidamente com um beijo. Abracei seu corpo pequeno, apreciando nosso contato apesar das roupas. Soltei um baixo gemido quando Bella começou a reagir a mim, permitindo que eu aprofundasse o beijo mais e mais.
Não sei como consegui a proeza de nos deitar, mas assim que o fiz eu fui ainda mais afoito nela. Meu corpo queimava pelo desejo e sensações que Bella me transmitia. Eu quis, mais do que qualquer coisa, me afundar naquela mulher, marcando-a como minha novamente.  
Senti um leve empurrão, apenas para eu me lembrar que outras partes do corpo da minha esposa precisavam ser beijadas.
-Pára! Aqui é o local de trabalho! –Sua voz, raivosa, disse. A voz parecia distante, tão distante para ser de fato compreendida. Eu continuei as carícias, algo quase beirando a agressão, de tão tomado pela luxuria e desejo por aquela mulher. E falta pouco, tão pouco para eu estar dentro dela que... Que eu fui empurrado. Eu me afastei, estranhando aquele ato e já estava pronto para questioná-la.
-O que foi? –Minha respiração aos arquejos. Bella procurou ajeitar as roupas enquanto continuava a se afastar.
-Não vou transar com você aqui! –Anunciou. Eu a olhei espantado a frustrado. Não havia motivos para pararmos, ou para ela se aborrecer. Estávamos apenas curtindo, como fazemos sempre...
-Qual é Bella! Para pessoas que têm um relacionamento, fazer coisas proibidas em locais públicos é normal. –Eu não acreditava que, depois de tudo, Bella me privaria de certas coisas sem motivo. Nós já havíamos feito tantas coisas, criado tanta intimidade, que era inaceitável ela me negar um pouco mais de intimidade e...
 -Não me confunda com aquela vadia que você costumava agarrar aqui no escritório! Eu não sou a Tânia, nunca serei como ela! –Ela gritou, assustando-me. Fiquei parado enquanto ela se afastava mais e mais de mim, como se eu fosse um leproso. Marchou para fora sem olhar para mim, movida pela raiva de ser comparada... Comparada com Tânia. 
Eu havia percebido, tarde demais, a besteira que havia feito.
...
Mesmo cheio de incumbências, minha mente não conseguiu deixar de lado o incidente com Bella. Enquanto atendia clientes, assinava contratos e revisava relatórios, fui compreendendo o que havia acontecido.
Bella soube de alguma forma, sobre mim e Tânia... E sabia também que nós fizemos algumas coisas impróprias no escritório. Ela associou o que tentei fazer com ela a uma tentativa de reviver meus momentos com Tânia?
-Senhor Cullen, suas reuniões do dia se encerraram.
-Mas já? Pensei que meu dia seria completamente atarefado, como os outros dias. –Resmunguei a senhora Slater, enquanto meus olhos fitavam uma fotografia minha e de Bella na minha mesa. A foto fora tirada durante nossa viagem as montanhas, Bella estava linda naquela manhã, olhando a paisagem gelada enquanto segurava uma xícara de chocolate quente.
-Houve alguns adiamentos de ultima hora. Poderá ir para casa mais cedo. –Sorriu, acreditando que era isso o que eu mais queria. Eu abraçaria aquele momento feliz, se Bella e eu estivéssemos bem. Mas não era esse o caso. De qualquer forma eu precisava me entender com ela.
Enquanto me levantava da poltrona, lembrei de minha viagem. Hora errada para ir com Bella desapontada comigo. Eu precisava adiar, não queria deixar as coisas como estavam e resolver quando chegasse. No passado eu adiei dizer a Bella o quanto eu a amava e quase a perdi por isso.
-Onde está Aro? Você sabe? –Minha secretária assentiu enquanto seus olhos estavam em minha agenda.
-Acredito que esteja em sua sala. Deseja falar com o senhor Volturi? Quer que eu o convoque?
-Não, senhora Slater. Irei até ele. –Segui para a saída em direção a sala de Aro, entrando sem nem ao menos esperar a secretária dele me anunciar. Felizmente ele estava desocupado, cuidando de algum assunto com menos importância do que o meu. Pareceu surpreso quando me viu.
-Edward, o que há? –Seu tom de voz imediatamente tornou-se preocupado. Ele sabe, eu não o procuraria se não fosse algo sério. Minha expressão facial também me denunciava.
-Sei que devo viajar para Dubai amanhã, mas eu não poderei ir. –E pela sua expressão, eu sabia exatamente qual seria a reação de Aro. Balançou a cabeça, voltando a se sentar em sua poltrona.
-Edward, eu lamento, mas você precisa ir a esta viagem.
-Não estou dizendo que não irei! Quero penas adiar. Adie por pelo menos um dia. Tenho um assunto pendente que precisa de minha atenção. –Minha voz me traia, eu estava desesperado para ficar. Meu ato deve ter tocado o Volturi, pois ele suspirou parecendo derrotado.
-Posso adiar para depois de amanhã. Nem um dia a mais.
-É o suficiente. Eu preciso ir. –Me apressei em sair, deixando de lado as regras de etiqueta que me exigiam cumprimentá-lo e agradecê-lo pelo adiamento. Esperava encontrar Bella e assim começar a implorar o seu perdão.
Sai da sala de Aro seguindo direto para o setor contábil. Tive esperanças de encontrá-la em sua sala, mas Heidi me informou que minha mulher havia saído.
Ela foi se encontrar com os amigos – eu pensei. O encontro que eu fora convidado, antes de nossa briga. Poderia segui-la como fizera tantas vezes, mas optei por voltar para casa. Eu não queria enraivecê-la ainda mais e certamente ir sem ser convidado não iria agradá-la.  
O apartamento estava vazio. Segui para o meu quarto, retirando meu paletó quando entrei. Enquanto mais peças de roupas eram retiradas, peguei o meu celular e liguei para ela, mas Bella não me atendeu. Minha preocupação aumentou exponencialmente enquanto as horas se passavam e meus telefonemas eram ignorados. Nem mesmo um demorado banho, seguindo de um drink, aplacou minha angustia.
Bella ficou magoada com o meu ato e ela teve motivos. Como eu pude ser tão insensível com ela, ignorando suas vontades? Como eu pude pensar que ela se equiparava a mulheres vulgares como Tânia?
Agora Bella estava triste, magoada, com raiva... Tantos sentimentos negativos a atormentavam! Procurava, agora, a única forma que encontrou de esquecer o incidente: ficando longe de mim.
Sentado na cama enquanto me remoia pelos meus atos imprudentes, mantive o celular próximo a mim. Talvez ela me ligasse, aplacando a insegurança que me tomava.
O relógio continuava a tiquetaquear ensurdecedor, aumentando minha apreensão. Não me contive e liguei novamente. Para a minha surpresa ouvi o seu celular tocando bem próximo do meu quarto, indicando que ela já estava em casa. Meu coração bateu descompassado com a descoberta e resolvi apurar meus sentidos para saber o que ela faria. Viria até mim? Eu queria que isso acontecesse, mas para o meu desapontamento eu ouvi a porta do seu quarto ser aberta e em seguida fechada.
Ótimo, ela provavelmente estava com raiva. Eu teria que me aproximar e implorar pelo seu perdão. Eu faria isso sem titubear. Levantei, ficando de frente para a minha porta. Depois de alguns minutos inesperadamente longos eu entrei em seu quarto.
Bella estava deitada de lado com o rosto virado para a parede. Não conseguia saber se ela estava acordada ou dormindo.  
-Bella, está acordada? –Perguntei. Nada aconteceu. Ou Bella estava dormindo, ou eu estava claramente sendo ignorado. Olhei para a saída, cogitando a possibilidade de deixar as desculpas para amanhã.
-Eu não estou dormindo. –Sua voz era baixa, talvez nem fosse sua intenção que eu ouvisse. Para mim suas palavras eram um convite. Entrei devagar, sem querer ser muito intrusivo, deitando na cama ao seu lado. Eu a abracei, apreciando aquele contato que me fora negado o dia todo.  
-O que eu fiz hoje... Eu peço... –Perdão. Desculpas. Eu fui um idiota. Você pode me chutar... Sim, eu tinha muito a dizer.
-Não precisa pedir desculpas Fui eu que errei e não você. Eu não deveria ter feito uma tempestade em um copo de água como eu fiz. Não sei o que deu em mim, eu só... –Bella parou de falar, parecendo emocionada demais. Como ela poderia achar que era a culpada? Isso era inaceitável!
-Não, eu preciso me desculpar. O que eu fiz foi errado. Eu me deixei levar pelo momento e só pensei em mim. Eu deveria ter avaliado sua reação, percebido que você não queria e me afastado. Mas eu quero que saiba que não era minha intenção tratá-la como uma qualquer. –A verdade saiu num jato, enquanto o sentimento de angustia me tomava. Eu queria, precisava, que Bella me entendesse e me perdoasse. Eu não havia feito por mal, não quis compará-la com Tânia, embora meus atos sugerissem isso.
-Eu sei. –Foi tudo o que Bella disse. Nenhuma palavra precisava ser dita, eu sabia. Ela virou-se para mim, escondendo seu rosto em meu peito. Eu a abracei, sabendo que teria de tocar em um assunto que a entristecia, algo necessário para mostrar a ela que Tânia não era ninguém.  
-Eu traí você com Tânia... –Pude sentir a tensão em seu corpo quando comecei. –E com prostitutas. Eu achava que não estava fazendo nada demais na época, mas agora me arrependo amargamente. Se eu pudesse voltar, você teria sido a única mulher com quem eu faria amor desde que eu a conheci. –E eu voltaria, Deus, como voltaria para ser outra pessoa! Eu faria de tudo para fazê-la feliz.
-Edward, eu não quero... –Ela não queria ouvir, protestaria, mas eu não deixaria o assunto em suspenso nunca mais.
-Escute! Eu preciso esclarecer tudo! Eu fiz tantas coisas de que me envergonho e não posso mudar, mas posso me arrepender Bella. Eu amo você. Eu quero você sempre comigo. Você será a única para mim agora, ninguém pode ocupar o seu lugar. 
A intensidade dos meus sentimentos... Eu nunca imaginei que seria tão verdadeiro com uma mulher, assim como imaginei que nunca amaria tanto alguém como amo Bella. As coisas aconteceram de forma inesperada, mas aconteceram. Eu era grato por ter tudo isso, mesmo não sendo merecedor.
O corpo de minha mulher foi relaxando à medida que minhas palavras a atingiam. Acreditei que ela dormiria assim, nos meus braços, de tão quita que estava, mas sua voz soou em alto e bom som pelo aposento.
-Vai viajar amanhã, não é? –E naquela pergunta retórica, eu pude detectar uma pontada de tristeza. Ela não queria que eu fosse... Eu não queria ir sem ela.
-Não. Eu adiei a viagem para depois de amanhã. Queria permanecer por mais tempo, mas não consegui. Eu não viajaria brigado com você, Bella. –Seu toque em meu rosto foi doce, beijei sua mão em agradecimento a caricia.
-Não quero, nunca mais, brigar com você. –Não era um pedido. Eu estava implorando para que isso não acontecesse. Estava cansado demais de brigar, dessa tensão que sempre estava à espreita, pronta para acabar com o clima de romance. Bella também estava cansada, eu sentia. Enxuguei as lágrimas que insistiam em sair de seus olhos e a abracei forte, com a promessa de que tudo ficaria bem.
...

CONTINUA...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Prévia do Bella pov's do cap 30 de O contrato (atualizado novamente)



 
Capítulo 30
Bella pov’s
“-Bom dia...”
Aquela voz murmurou; a voz doce que tanto me amava! Eu quase podia sentir seus braços ao meu redor enquanto, com uma mão, acariciava meu rosto.
Eu quase podia sentir seu hálito quente, chocando-se contra os meus lábios.
Eu quase podia sentir sua pele, seu cheiro, ouvir o som da sua risada, ver seus olhos cor de ouro...
Quando eu abri os meus olhos, percebi que tudo não passara de um sonho. Eu estava sozinha em meu quarto. Eu havia perdido tudo isso. Eu estava morando sozinha no meu antigo apartamento, longe de Edward, há dois meses.
Se estivéssemos casados, hoje seria nosso primeiro ano
Tomei um demorado banho. Procurei ser mais rápida ao me arrumar, ciente de que eu não poderia chegar atrasada no meu novo trabalho – poderia deixar um precedente ruim. Comi uma tigela de cereais, escovei os dentes e saí de moto para a empresa de publicidade Submit. Sim, eu não estava mais trabalhando na empresa de Edward. Como eu poderia? Eu só tinha más recordações do lugar e agora, mais do que nunca, eu queria evitar os mesmos lugares que Edward circulava. Tinha de agradecer a Jessica, Ben e até o Mike, foram eles que conseguiram convencer o chefe do setor contábil dessa empresa a contratar outra contadora, mesmo sem a empresa precisar.
Trabalhar com Jess era bom, um rosto amigo para se ver. Acabei ficando amiga de Ben e Mike. Via Angela quase toda a noite, quando Jessica nos arrastava para algum lugar. Conversávamos por horas, contando o que havia acontecido no nosso dia, mas nenhuma delas tocava no assunto mais trágico da minha vida. Isso era um alivio, eu não queria me lembrar de nada.
O trabalho e a convivência com os amigos ajudaram muito para que eu me reerguesse, mas quando eu chegava ao meu apartamento era outra coisa. Eu pensava em Edward, em tudo o que vivemos – os momentos bons e ruins. Mas eu não chorava (Deus, como eu lutava contra as lágrimas) por que eu não tinha mais forças para chorar. Eu me sentia tão vazia que não chorava. E agora que não havia mais Edward comigo, eu tentava seguir em frente. O problema era que Edward não queria seguir em frente e não me deixava seguir em frente também.
-Então resolveu apelar para um advogado? –Jess perguntou enquanto esperávamos na fila do almoço.
-Eu não vou mais ir até ele e voltar sem os papeis assinados. Acho que se enviar um advogado no meu lugar, o Edward perceberá que o negócio é sério. –Disse mal humorada. Pensar em Edward sempre me deixava aborrecida, por isso eu passava a maior parte do tempo aborrecida. Felizmente minhas amigas já haviam se acostumado com isso.
-Tomara que dê certo, mas vá logo esperando pelo pior Bella. Aquele lá grudou em você como carrapato, não vai se livrar... –Meu celular toca e Jess pára de falar. Mexo em minha bolsa enquanto a fila anda e logo encontro o aparelho.
-Alô? –Atendo, sabendo exatamente quem é e ficando instantaneamente tensa.
-Senhora Cullen? Sou eu, o senhor Smith. Eu estou em sua sala, preciso conversar com a senhora.
-Eu estou indo. –Desliguei o celular, colocando-o na bolsa. Larguei a bandeja que eu segurava antes mesmo de chegar à comida.
-O que foi? Não vai comer? –Jess perguntou.
-Meu advogado chegou. Preciso falar com ele. Como alguma coisa mais tarde. –Saí em disparada, ansiosa pelas novidades. Eu queria falar com o senhor Smith e ter a certeza de que tudo havia acabado depois de dois meses de briga. Eu o encontrei em frente ao cubículo que dividia com Jessica, enxugando sua tez lisa com um lenço. Ele sorriu nervosamente quando me viu e tive esperanças de que seus sinais corpóreos revelassem que ele tinha boas notícias.
-Olá senhor Smith. –Segurei sua mão em um aperto forte.
-Senhora Cullen...
-Espera. Eu já lhe disse para não me chamar assim. Fale meu nome. –Tentei conter a raiva que sentia ao ser chamada de “senhora Cullen”.
-Desculpe-me. É o hábito. –Ele entrou em minha sala, sentando-se na cadeira de Jess. Eu sentei em minha cadeira, ficando de frente para o meu advogado. Ele retirou um envelope pardo de dentro da pasma de couro preta e me entregou.
-Não acredito! Você conseguiu! –Peguei os papéis do divórcio, eufórica. Antes mesmo de abri-lo, ao olhar para o senhor Smith, eu soube a resposta.
-Ele não assinou. –Conclui. Ele assentiu, desconsertado. –MALDIÇÃO! –Gritei, jogando os papeis longe.
-Eu sinto muito. Eu tentei senhorita Swan, mas... Ele disse que só assinaria se a senhora levasse os papéis. –Disse nervosamente o bom homem, pegando o lenço de pano e enxugando a testa.
-Ele sempre arranja uma maldita desculpa! Por que acha que eu o contratei? Eu já estava cansada de levar os papéis à toa! Ele nunca assina a merda dos papeis! –Eu estava furiosa e direcionava tanta raiva a alguém que não merecia, mas eu não era mais a Bella racional de antes para me impedir de dar um chilique. Respirei fundo umas duas vezes, mas isso não fez com que minha raiva se amainasse. Ainda sim...
-Desculpe-me. Sei que não é sua culpa. Sei muito bem com quem eu estou lidando.
-Não fique desse jeito, senhorita Swan. Escute, vá até o senhor Cullen. Ele me prometera assinar e senti sinceridade em suas palavras. –Bufei audivelmente suas palavras.
-Ele não vai assinar. Eu quero me separar rapidamente dele sem que eu precise me desgastar. Não tem um meio legal para isso? –Não era uma pergunta, eu bem sabia. Se houvesse um meio de apressar tudo isso, o senhor Smith já o teria feito.
-Tem sim, é chamado de divórcio por via litigiosa. –E naquele momento dei completa atenção ao meu advogado. –O divórcio litigioso é requerido por um dos cônjuges, onde acusa o outro de ser o responsável pela ruptura ao ter violado um ou mais deveres conjugais, comprometendo a possibilidade da vida em comum. Claro que precisaríamos de uma prova material...
Eu sabia qual a prova material que eu poderia utilizar para sair desse casamento falido. Jessica filmou Edward e Tânia, meses atrás, entrando em um motel. Foi dessa forma que eu comprovei a infidelidade de Edward, assunto que durante muito tempo ignorei pela falta de provas. E saber que eu tinha um trunfo era realmente sensacional... Mas havia uma parte de mim, uma parte bem pequena, triste pela possibilidade de tudo acabar.
-Eu tenho uma prova de que ele me traiu. Um vídeo... –Murmurei, olhando para o chão.
-Isso é ótimo! Com o vídeo nós poderemos fazer tudo sem nos desgastarmos. É claro que, com esse método, a reputação do senhor Cullen poderá ser abalada. Ele é um homem publico e...
-Após o meu expediente eu falarei com ele.  Obrigada pelo seu empenho. –Estendi a mão, cumprimentando-o. Trocamos mais algumas palavras acerca dos procedimentos jurídicos via litigiosa e logo o senhor Smith saiu, deixando comigo os papéis do divórcio dentro de um envelope pardo.  
Estava decidido, eu iria até Edward e voltaria devidamente separada. Esse era o certo, mas por que o aperto no meu peito?
...
-Vai falar com ele? –Jess perguntou com seus olhos no relógio. –Faça isso rápido e vá para aquela danceteria. Todo mundo vai estar lá. Hoje vou me acabar de dançar!
Jess era assim. Tópicos preocupantes eram postos de lado quando tinha uma farra a caminho. Eu não estava com ânimo para festas, mas concordei em ir. Após mais um momento estressante com Edward, algo que já se repetia há dois meses, senti que precisaria de algo alcoólico e assuntos banais para relaxar.
Peguei um táxi em frente à Submit publicidade, seguindo para a Cullen publicidade. Enquanto a distância diminuía, fui ficando mais e mais apreensiva. Era sempre assim quando nos encontrávamos: Edward me pedindo perdão e dizendo que me amava e eu tentando fingir indiferença. Eu não aguentava mais isso, por esse motivo contratei o senhor Smith. Novamente eu passaria pelos mesmos problemas.  
...
-Oi. Eu sou Isabella SWAN –Fiz questão de destacar meu sobrenome de solteira –e vim falar com o senhor Cullen. –Falei entre dentes o seu sobrenome. A senhora Slater me olhava com constrangimento, temerosa da minha carranca.
-Senhorita Swan, eu irei anunciá-la. Peço que aguarde alguns minutos, pois o senhor Cullen está em uma importante conferencia com clientes. –Disse a secretária na sua voz polida e profissional enquanto seus dedos moviam-se frenéticos nos botões do telefone ao seu lado.
Eu achei que demoraria a encontrar com o meu ex-marido, por isso sentei em uma poltrona próxima e peguei uma revista qualquer, folheando-a. Mas é claro que não precisei esperar nada, pois Edward dispensou quem quer que esteja com ele e logo me recebeu. Suspirei. Essa era a primeira prova de que ele não mudara em dois meses de separação. Com a secretária mantendo a porta aberta para mim, entrei a passos largos.
Concentre-se Bella, pensei enquanto eu o via sentado em uma poltrona, atrás de sua estonteante mesa. Edward me olhava com uma expressão insondável enquanto levantava-se, mas eu o detive.
-Não precisa se levantar. Será rápido. –Sentei em uma cadeira de frente para ele, jogando em cima da mesa o envelope com os papéis o divórcio. –Eu não tenho caneta, deixei no escritório. –Continuei.
Edward sentou-se novamente em sua poltrona, sem tirar os olhos de mim. Eu via em seus orbes cor de ouro as mesmas coisas de sempre: tristeza, ansiedade, amor... Coisas que eu não queria, nem deveria, perceber.
E eu tinha que sair dali o quanto antes
Eu o vi pegar os papéis, retirá-los do envelope e olhá-los rapidamente. Quando seus olhos encontraram os meus, eu soube o que ele iria fazer.
-Assine-os. Disse ao meu advogado que assinaria caso eu o trouxesse. –Eu o lembrei inutilmente. Edward deu um meio sorriso tristonho enquanto sacudia a cabeça em negativa.
-Depois desses dois meses, eu pensei que você aprenderia. –Edward estava claramente zombando de mim. –Não vou assinar esses papéis de divórcio.
Eu queria pular em seu pescoço e esganá-lo, mas eu não o faria. Eu já havia perdido a minha cabeça várias vezes e agora sabia que não valia à pena. Respirei fundo, fechando os olhos por alguns instantes. Ele não me faria pirar, não agora que eu tinha uma saída.
-Se continuar com isso Edward, eu apelarei para outros meios para me separar. Meios que podem arruinar sua imagem pública. É isso o que você quer? É isso o que terá! –Levantei num rompante, estendendo minha mão para pegar o documento, mas Edward o pegou.
-E posso saber como pretende fazer isso? Conseguir o divórcio e denegrir minha imagem? Bella, minha AINDA esposinha, precisará dos melhores advogados para se livrar de mim! –Seu sorriso era sarcástico, destilando o veneno do Edward que conheci após o casamento. Ele não sabia, é claro, que eu tinha um trunfo na manga. Sorri maliciosa, nesse jogo dois podiam jogar.
-Não que eu tenha comentado antes, mas sabe como eu descobri que era traída? Através de um vídeo. –Contornei sua mesa, ficando de frente para ele. Edward levantou-se de sua poltrona, olhando-me especulativo. –E, tendo uma prova material de que você foi infiel, eu posso pedir o divorcio via litigiosa. Você, como o bom conhecedor de assuntos como esse, sabe que eu... –Não pude falar mais nada, pois Edward, repentinamente, me prensou nas grandes persianas de vidro que decoravam sua sala e me beijou.
Por alguns instantes eu fiquei paralisada, enquanto seus braços envolviam minha cintura, puxando-me para ele. Instintivamente coloquei minhas mãos espalmadas em seu peito, coberto pelo tradicional terno italiano de ótimo corte. Seus lábios moviam-se sobre os meus, incertos do que fazer. Tentou aprofundar o beijo e foi nesse momento que eu reagi. Tentei empurrá-lo, sem muito efeito. Quando comecei a me debater, desesperada em sair daquela situação, Edward parou. Não se afastou de mim como eu gostaria, mas pelo menos parou de me beijar.
-Não vê Bella... Não vê como eu amo você? –Sua testa estava encostada na minha, seus olhos fechados enquanto uma expressão suplicante toldava o seu rosto. –Eu não sou mais aquele Edward. Se eu fosse, soltaria fogos com o seu pedido e me envolveria com uma prostituta em comemoração. Eu não sou mais assim! Eu amo você!  
Eram palavras bonitas, mas eu não acreditava em nada do que ele dizia. Não era a primeira vez que eu ouvia esse discurso e não seria a primeira vez que eu o ignoraria. Mesmo... Mesmo que uma parte de mim fosse tocada por suas palavras.
-SE AFASTE DE MIM! –Gritei, empurrando-o para longe. Edward me encarou atônico. –NADA DO QUE SUA LINGUA BIFURCADA PRONUNCIA EU VOU ACREDITAR! –Tentei pegar o envelope amarelo que Edward havia deixado cair no chão, mas ele o pegou antes e simplesmente o rasgou diante de mim.
-SEU IDIOTA! PÁRA COM ISSO! –Tentei retirar os papéis de suas mãos, mas ele era mais rápido e mais forte, destruindo tudo sem que eu tivesse a chance de fazer algo.
Após terminar o serviço sujo, Edward me encarou com fúria. Eu não me deixei abalar por aqueles olhos e aquela postura ameaçadora, embora por dentro eu tremesse.
-É melhor desembolsar todo o dinheiro que tem e contratar um bom advogado, o que não fará com que compita comigo. Não vou dar o que você quer e assim liberá-la para o primeiro idiota que aparecer. Se não for minha, Isabella Cullen, não será de mais ninguém! –Seu tom ameaçador. Tive de engolir a saliva. O silêncio nos tomou por alguns instantes, mas logo consegui me mexer.
-Pois bem... –Minha voz falhando – Será pelo meio litigioso então. Passar bem. –Saí às pressas, temendo a força e língua ferina daquele homem, assim como temia o que sentia ainda por ele.
...
A música eletrônica não me empolgava o suficiente para dançar. Depois da segunda dose de tequila, parei de beber e me concentrei em conversar com os meus amigos.
-Soube da novidade? O Jacob está voltando. –Jess falou para mim, olhando para todos os que estavam na mesa: Angela e Ben. Eu quase cuspi o restante de bebida que ainda estava em minha boca.
-Eu soube. Ele me ligou avisando. –Ben comentou enquanto puxava Angela para um beijo. Angela me olhou com preocupação.
Jacob, após o “fora” que dei nele, pediu transferência para uma das filiais da agencia na Europa. Foi um alivio para eu não encontrá-lo na empresa quando fui admitida, seria vergonhoso encará-lo após tudo o que aconteceu comigo. Jacob havia me avisado, mas eu o ignorei. Agora penso que se estivéssemos juntos eu estaria mais feliz.
Fiquei alheia a conversa dos meus amigos, tentando pensar em algo que não envolvesse Jacob, Edward e a merda que era a minha vida. Impossível. Talvez beber um pouco mais ajudasse, porém não me sentia com estomago para isso. Fiquei mais alguns bons minutos na danceteria até me decidir, após as duas da manhã, que era hora de ir para casa.
-Estou indo. –Anunciei, levantando-me da cadeira em que estive sentada. Meus amigos se despediram de mim, aparentando preocupação graças ao desânimo que não cheguei a disfarçar. Não precisei reportar a Jess e Angela meu mais recente fracasso em conseguir o divórcio, elas simplesmente sabiam pelo meu semblante. Subi em minha moto, que eu havia deixado no estacionamento ao lado da danceteria, e segui para casa.
Minha mente ainda girava com tudo o que aconteceu e lembrei, tarde demais, que deveria falar com Jessica para conseguir o vídeo de Edward e Tânia entrando em um motel.
“Falarei com ela amanhã.” –Decidi, acelerando mais a moto para poder chegar o quanto antes. No dia seguinte eu não trabalharia, seria domingo, então eu havia me dado o luxo de chegar mais tarde que o habitual. Coloquei minha moto na minha vaga de sempre e passei pela portaria. Foi lá que encontrei o senhor Philip, o porteiro, em seu ponto de sempre. Quando me viu, aparentou certo nervosismo.
-Hei Bella, estava esperando por você. –Falou num tom falsamente tranqüilo. Olhando para aquele homem calvo, excessivamente magro e de óculos, eu soube que diria algo desagradável para mim.
-Boa noite Phil. –Acenei, rumando para o elevador e desejando que ele não me parasse para dizer algo.
-Espere! Preciso falar com você! –Pediu. Merda!
-O que deseja? –Tentei sorrir sem muito sucesso. Ele saiu de seu posto, atrás do balcão de madeira de lei, e veio até mim.
-Vou direto ao assunto. O seu marido, ou melhor, ex-marido conseguiu de novo.
-Pedi para não deixá-lo subir! –Esbravejei e moderei meu tom ao ver os olhos azuis de Phil alarmados. –Desculpe-me. Eu sei que não o deixaria passar assim. O que ele fez para passar? –Coloquei os dedos de minha mão em minhas têmporas, prevendo uma dor de cabeça daquelas.
-Deve ter recebido ajuda de alguém que mora no prédio. Um das moradoras do seu andar o viu e me comunicou.
-Ele ainda está aqui? Por que não o retirou?
-Bella, ele não está em condições de ser retirado sem mais nem menos. –Falou constrangido.
-Como assim? –Meu coração batia descompassado ante a resposta do porteiro. O que o Edward teria feito afinal de contas?
-Acho melhor você mesma ver. –Phil me indicou o elevador e prontamente seguimos para o meu andar. Ele não disse mais nada, aumentando assim minha tensão. Bati sistematicamente os pés enquanto o elevador seguia para o meu andar, nervosa demais. Eu já imaginava que Edward teria uma atitude dessas, não seria a primeira vez que ele vinha a minha casa para conversar. Ainda sim eu esperava que o bom senso o impedisse de me azucrinar mais.
Ao chegarmos a minha casa, estaquei ao ver a cena. Edward estava deitado, encolhido, próximo a minha porta. Caminhando para mais perto dele eu pude sentir o cheio de bebida alcoólica. Sim, Edward estava dormindo, completamente bêbado, em frente ao meu apartamento.
-O que eu fiz para merecer isso. –Murmurei transtornada.
-Eu posso carregá-lo para baixo. Basta eu chamar mais alguém e...
-Não Phil. Eu resolverei isso. Pode voltar. Está tudo bem. –Não estava nada bem, mas eu não envolveria outras pessoas com o meu fardo. Phil me olhou duvidoso de que eu conseguiria me livrar de um bêbado, mas aquiesceu, indo para o elevador.
E logo Edward e eu estávamos sozinhos. Ele continuava encolhido num canto, certamente com frio apesar da sobrecasaca que vestia. Não perdi tempo olhando-o. Peguei as chaves do apartamento na minha bolsa e ao abri-lo, saquei meu celular, ligando para a última pessoa que eu gostaria de falar agora.
-Bella, é você? –Ela respondeu surpresa. Claro que estava surpresa, eu a evitei durante dois meses.
-Onde você está Alice? –Perguntei entre dentes.
-Hmmm... O que aconteceu? Estou feliz por retornar minhas ligações, mas sei que você não faria isso para aceitar minha amizade e meu convite para ir às compras. –Ela era tão Alice! Mesmo depois de tudo, agia como sempre, deixando para lá até o modo rude como eu a destratava. Se eu não estivesse com tanta raiva, poderia rir.
-Quero que saia de onde estiver e venha recolher o seu irmão! Ele está aqui em frente ao meu apartamento, bêbado!
-Poxa Bella, eu estou em... Em Paris! Não posso pega-lo! Não seja má, cuide dele bem. –Alice só podia estar brincando! Eu? Cuidar dele? Do Edward?
-Eu vou chamar a policia, isso sim! –Ameacei. Mas eu sabia, e certamente Alice também, que eu não faria algo como isso. Edward mais a policia significaria um escândalo e meu ex-marido preso. Eu não tinha certeza se o odiava tanto assim a ponto de denegrir sua imagem completamente.
-Belinha, não custa nada cuidar dele só por essa noite. Não faça nenhuma tolice com ele, a não ser que queira abusar sexualmente dele. Aí eu deixo! Beijos! –E desligou na minha cara.
-Vaca. –Murmurei, guardando o celular da bolsa. Num ímpeto entrei em meu apartamento, entrando em meu quarto e deixando a minha bolsa em cima da cama. No meu closet peguei uma manta qualquer, levando-a comigo até a porta. Olhei desgostosa para Edward, jogando a manta sem o menor cuidado. Eu o deixei lá no chão, coberto para que não dissessem que sou insensível, e me tranquei no meu apartamento. Eu só precisei de três minutos para voltar atrás.
Abri lentamente a porta, observando-o ressonar tranqüilo com a manta cobrindo-o. Ponderei novamente em deixá-lo lá a própria sorte, mas eu não era má desse jeito, mesmo que o desgraçado merecesse.
-Edward. –Eu o chamei. Como não deu sinais de que me ouviu, me aproximei. –Hei! Acorda!
Definitivamente ele não se acordaria e entraria em minha casa, ou iria embora como eu gostaria. Eu o cutuquei até ele reagir, o que só aconteceu depois de vários minutos. De tão porre que estava ele não conseguiu sequer levantar. Eu servi como seu apoio, carregando boa parte do seu peso enquanto o guiava para o sofá mais próximo, deitando-o lá.
Por alguns instantes Edward abriu seus olhos, fitando-me. Eu fiquei parada, de pé, completamente presa naquele olhar, encontrando os mesmos sentimentos de antes: desespero, angústia e amor. Ele estava sofrendo, eu sabia, eu sentia. E isso era uma droga. Fechou os olhos, entregue ao cansaço a ao álcool, dormindo rapidamente. Fui ao meu quarto, pegando um travesseiro e mais uma coberta. Coloquei cuidadosamente a cabeça de Edward em cima do travesseiro e o cobri melhor.
Meus dedos tocaram, involuntariamente, seu cabelo, suas roupas, sua pele. Tentei expulsar imagens da minha cabeça, mas foi impossível não pensar na época em que estávamos juntos. Aquela época gostosa, após a tempestade dos primeiros meses do nosso casamento, quando parecíamos ser as únicas coisas para o outro. E  com esses devaneios, senti a garganta apertar.
Fazia muito tempo que eu não chorava
À noite em que eu descobri a verdade ainda me assombrava. Eu chorei, gritei e ri naquele dia, como uma louca. Eu pensei que enlouqueceria. Mas na manhã seguinte eu estava sã, sã e vazia. E tenho estado vazia desde então, como quem ainda não processa os acontecimentos. Não era um alivio, porém. Eu temia pirar e fazer uma besteira. Por isso o choro que se seguiu foi mais alivio que dor. Sentei no chão, próxima a Edward, tentando controlar os soluços.
Eu não tinha certeza se as coisas melhorariam caso nos separássemos, mas que outra escolha eu tinha? Eu não poderia ficar ao lado de um homem que tanto me feriu! E ainda sim... Ainda sim meus dedos entraram naquele emaranhado acobreado que eram os cabelos de Edward, afagando-os. Acariciei suas pálpebras, bochecha, a sua tez lisa, seus lábios, seu nariz. Eu não conseguia me fazer parar de acariciar seu rosto, enquanto meus olhos vestiam incontáveis lágrimas.
-Eu queria tanto... Tanto que as coisas fossem diferentes! –Murmurei, colocando um dedo em meus lábios enquanto me lembrava do beijo que recebi de Edward quando eu fui procurá-lo horas atrás. Pensei em beijá-lo, mas me detive. Fiquei sentada, inconsolável, olhando para o rosto de Edward. Apesar das olheiras e de estar um pouco magro ele ainda era a coisa mais bonita que eu já vira.
Naquela noite eu não dormi. Eu fiquei a observá-lo, quem sabe por uma última vez.
...
De banho tomado e com o estomago vazio desde ontem, eu olhava para Edward. Já havia amanhecido e eu não precisava trabalhar. No entanto estava fora de cogitação eu ficar em casa enquanto Edward estivesse lá. Ele dormia, mas logo acordaria. Peguei minha bolsa e as chaves da moto, deixei um bilhete em cima da mesa de centro para ele e saí.
No bilhete apenas um pedido para que fechasse a casa ao sair e, sem titubear, fui a casa de Jessica. Eu precisava do vídeo o quanto antes! Antes que eu fizesse uma besteira como... Como desistir de tudo. Liguei para Jess do estacionamento, acordando-a. Ela ficou irritada com o que fiz, mas quando disse o motivo de eu ir a sua casa, calou-se.

CONTINUA... 

Logo postarei o Edward pov's do cap 29 juntamente com o Bella pov's do cap 30. Aguardem...