terça-feira, 24 de agosto de 2010

Prévia do capítulo 7 de Sacrificio


Oi gente. Aqui vai uma prévia da fanfic Sacrifício, agora postada no nyah. Este é o próximo capítulo a ser postado, uma parte.

Capitulo 7

Assistiu o nascer do Sol. Edward podia sentir que algo iria acontecer, uma certeza palpável. Ignorou a entrada de um de seus servos, este logo se postou atrás do grande soberano.
-Meu senhor, os representantes dos Volturi enviaram isto. –Edward virou-se pegando em uma velocidade humana o pergaminho oferecido pelo servo. Com um movimento de mãos dispensou o serviçal e sentou-se em uma confortável poltrona. Abriu o lacre de cera de vela e leu o conteúdo com rapidez.
Eles sabiam da decisão de Edward desposar a filha de Lorde Swan e aprovavam. Sorriu satisfeito pelo seu capricho ter sido aceito, apesar das conseqüências desastrosas que poderiam acarretar a decisão tomada.
...
Não dormiu. Nos olhos estava explicito o cansaço e preocupação. Amanhecera. Apesar de suas servas terem se incumbido de ajudá-la a se vestir, não se livrou da letargia.
Bella estava pronta para tudo e hoje seria o dia. Encarou com determinação o seu rosto marcado pela noite insone.
Não muito longe dali, Lorde Swan reunia-se com seus mais leais guerreiros. Sairia em expedição a fim de acabar com o suposto problema de um transmorfo enlouquecido. Billy o olhava assentindo para a todas as decisões de seu amigo e senhor. Por dentro sentia-se dividido. Charlie ouviu seu conselho e agora se preparava para partir. O plano de Bella, por hora, estava seguindo bem. Mas até quando tudo ocorreria bem?
-Está na hora meu amigo. Tem certeza de que quer que seu filho vá? –Charlie olhou para Billy.
-Sim. Jacob um dia assumira a liderança dos Quileutes. –Falou incisivo enquanto olhava o próprio filho, Jacob, reunido com alguns guerreiros Quileutes. Sua visão periférica captou um vulto em trajes verde água sair do interior do castelo em direção a eles. Era Isabella.
-Meu pai, soube que está de partida. –Disse sorridente. O pai aproximou-se tocando o rosto da filha.
-Sim meu bem. Um problema surgiu e será melhor estar por perto, mostrar ao meu povo que eu posso resolvê-lo também. Ficará em segurança aqui com os demais servos.
-Tenha cuidado. Todos vocês sejam cuidadosos. –Seus olhos mostravam sua preocupação, mas seu pai, Lorde Swan, não sabia que sua preocupação estava além da missão do pai.
-Eu serei. Seja cuidadosa aqui também, meu bem. –Beijou a testa de Isabella. Bella sentiu um aperto no peito. Aquela poderia ser a ultima vez que veria o pai. Ignorando os olhares sobre si e seu pai, o abraçou fortemente. Charlie ficou surpreso com o ato de Isabella, ela não era de exteriorizar tão abertamente seus sentimentos. Pouco a pouco cedeu ao abraço da filha abraçando-a também.
“Eu lamento meu pai. Lamento por mentir.” –Pensou, mas seus lábios continuaram cerrados. Não diria nada, não poderia dizer. Billy também se sentia comovido sabendo que aquele momento de pai e filha, para Bella, poderia ser uma despedida.
-Precisamos ir meu Lorde. –Disse. Cumprimentou Isabella e seus olhos transmitiam as palavras que ele não poderia dizer. Bella soube o que Billy dizia. Palavras como “cuidado”, “vá em paz” e “salve a todos” nós lhe passaram pela cabeça.
-Vão em paz. –Ela disse olhando para o pai para Billy. Os guerreiros Quileutes, ouvindo as palavras de Isabella, fizeram uma graciosa mesura. Jacob foi o único que se aproximou de Bella.
-Logo estarei de volta. Espero que tudo ocorra bem por aqui.
-E eu espero que não encontrem nenhum perigo, Jacob. –Falou com seriedade. –Lembre-se do treinamento pelo qual foi submetido desde pequeno. –Aconselhou. Jacob sorriu.
-E você não vá se aventurar por ai. –Beliscou a bochecha de Isabella. Sentindo novamente aquele aperto por estar mentindo, Bella tocou o rosto moreno do amigo com a ponta dos dedos.
-Perdão. –Murmurou. Jacob a olhou interrogativo.
-Por que me pede perdão?
E antes que Jacob a pressionasse mais, Billy se aproximou.
-Precisamos ir. Cuide-se Lady Swan. –Pegou o filho pelo braço. Jacob manteve o corpo virado para Bella durante alguns instantes até se virar.
O povo aglomerou-se abençoando o caminho por onde Lorde Swan e os bravos guerreiros Quileutes seguiam. Bella permaneceu durante algum tempo vendo-os partir, só caminhou quando não poderia mais vê-los.
Preciso me apressar, pensou. Caminhou rapidamente, passando pelos servos e cumprimentando-os quando notava que eles lhe faziam uma mesura. Precisava se dirigir ao seu aposento onde vestiria roupas masculinas que conseguiu com Billy, e sairia pelo estábulo com a carruagem onde tinha algumas vestimentas e as armas cedidas por Billy.
Aproveitando o furor dos ocupantes do castelo com a partida do mestre, Bella seguiu até o seu aposento. Fechou a porta atrás de si e tratou de vestir as roupas masculinas escondidas no fundo de um baú. Após vesti-las, prendeu o cabelo em um coque e cobriu a cabeça com um pano. Vestiu uma manta por cima das roupas como se fosse um velho vagando pelos corredores, algo não incomum, protegendo-se do clima. Não pretendia sair pela porta da frente e correr o risco de ser pega por uma criada. Certificou-se de que a porta do seu cômodo estava devidamente fechada e saiu por uma passagem secreta que havia em seu quarto.
O castelo inteiro possuía passagens que apenas Lorde Swan e pessoas de confiança sabiam. Sua mãe mostrou as passagens a Bella como prevenção para o dia em que a filha tivesse que fugir de algum perigo. Irônico pensar, enquanto afastava um pesado baú e olhava a escadaria secreta do local, que ela teria que usar a passagem não para fugir do perigo, e sim para ir de encontro a ele. As brincadeiras que fizera com Jacob naqueles antigos tuneis foram substituídas pelos pensamentos nebulosos acerca de seu futuro.
Isabella amava a vida, amava a tudo que cercava. Seus planos e alegrias foram ceifados quando os sacerdotes dos Volturi fizeram o anuncio. Bella poderia ter mudado sua condição, agindo como uma patética mulher e exalando pelos poros o desejo de ser rejeitada por Lorde Cullen, mas não conseguiu. Nunca aceitou essa submissão pelo qual os humanos tinham perante os vampiros. É claro que os tempos eram muito melhores do que no passado, quando humanos eram gado para vampiros, mas nada mudou. Na mente de Isabella, humanos não deveriam sequer ser respeitosos para com um vampiro. Por isso ágil da forma que ágil com Lorde Cullen, por isso não se rendeu ao medo.
Eu preciso sobreviver, pensou aflita. Se não sobrevivesse Bella sabia: todos – humanos, vampiros e transmorfos – iriam perecer.
Seguiu pelos escuros tuneis. Se não conhecesse tão bem o local, jamais teria sido capaz de seguir para o caminho que desejava naquela escuridão. Tarde demais para não se arrepender de deixar tochas próximas para que pudesse usar. Mas na noite anterior, Bella estava tão atarantada em organizar algumas vestimentas suas, armas e uma carruagem com cavalos que não pensou em mais nada.
Ignorando as teias de arranha e o estranho cheiro do local, seguiu trôpega até o local onde, juntamente com Billy, escondeu as coisas. Os cavalos estavam tranqüilos, alimentando-se da comida e água deixadas lá. A pouca luminosidade daquele pequeno espaço onde estava escondida a carruagem foi como um bálsamo para os olhos de Isabella.
“Esta entrada sairá em um ponto um pouco afastado dos portões de Ceres.” –Subiu na carruagem e, procurando cobrir-se melhor com o manto puído, ordenou aos dois cavalos que cavalgassem para fora da caverna.
Isabella sabia que descobririam seu sumiço logo. Caso algum guerreiro Quileute soubesse, um grande lobo se incumbiria de farejá-la. Claro que não fariam nada precipitado sem a decisão do líder dos Quileutes, Billy, e Lorde Swan, seu pai. Bastaria apenas passar o território de Lorde Cullen e assim teria tempo suficiente.
Cavalgou como nunca, encoberta pelo disfarce tosco de andarilho, rezando para que não encontrasse pelo caminho algum vampiro desgarrado, não cumpridor das leis dos Volturi, ou um dos famosos transmorfos irracionais.
...
Billy ouvia atentamente as palavras de seu Lorde no interior da carruagem que ocupavam, mas sua mente estava longe. Preocupava-se com Bella e seu plano, e com as conseqüências. Se Lorde Swan soubesse a verdade, jamais o perdoaria por não contar a ele a real situação em que a filha se encontrava. Se seu filho Jacob soubesse, jamais perdoaria o pai por não contar o que se passaria com a amada.
“Corro o risco de ser odiado e o peso que terei caso a menina morra...” –Não quis estender muito mais aquela linha de pensamento.
-Está me ouvindo, Billy? –Charlie chamou sua atenção. Billy passou a olhar para o amigo ao invés da paisagem ofertada pela pequena janela da carruagem.
-Perdoe-me meu senhor. O que dizia?
Enquanto isso, seu filho Jacob caminhava a alguns metros da comitiva de Lorde Swan, mas não na forma humana. O grande lobo de pelos marrom-avermelhados tomara o seu lugar, farejando qualquer vestígio de que outro lobo tenha percorrido por aqueles lados. Não encontrou nada.
“Algum novo cheiro, Jacob?” –Os pensamentos do lobo Sam tomaram sua mente. Não sabia onde exatamente estava o lobo de pelos negros como a noite, mas não precisava saber para responder.
“Nada. Acho que era só um boato afinal.” –Pensou e seu pensamento chegou a Sam. Os lobos presentes conversaram entre si, trocando informações e informando suas posições.
Mas a mente do jovem Jacob não estava apelas lá com a matinha, enquanto caçavam o suposto transmorfo enlouquecido. O modo como Bella tocou o seu rosto e pediu perdão... Por que ela havia feito aquilo? E por que Jacob sentia um aperto no peito, ainda que um peito de um lobo, ao se lembrar?
“Concentre-se Jacob!” –Jared, braço direito de Sam, ordenou a Jacob. Ele havia notado, assim como todos os outros lobos cujas mentes eram conectadas, que Jacob estava disperso. O rugido do lobo Jacob foi um murmúrio de desculpas. Tentando afastar os pensamentos perturbadores, voltou a se concentrar na caçada.
Subitamente um uivo soou pelo prado estendo por onde a comitiva seguia. Lorde Swan estacou com o barulho, um sinal claro de que havia algo de errado. Billy olhou para fora da pequena janela.
-O que foi isso? –Charlie perguntou ao amigo. Sabedor do comportamento dos lobos, apesar de não ter o poder da transmutação, Billy disse:
-Eles localizaram alguma coisa. –Billy murmurou em uma voz tensa.
...
O Sol estava bem acima indicando o meio do dia. Bella não se lembrava a que horas deixou Ceres. Parou uma única vez quando sentiu que os cavalos não agüentariam. Alimentou-se com o que trouxe algumas maçãs do pomar, pães e cevada. Procurou comer enquanto pode, sua maior preocupação era atravessar os limites entre Ceres e Voltus.
Sentia os primeiros sinais de cansaço, mas procurou esquecer tudo. Bella tinha um objetivo e iria cumpri-lo. Por isso exigiu ao máximo dos seus cavalos enquanto cavalgava e ignorou os protestos do próprio corpo. Ela tinha que chegar a Voltus antes que percebessem seu sumiço. Caso ela não fosse localizada em Ceres, os guerreiros Quileutes que permaneceram certamente seriam convocados para localizá-la. Ela bem sabia o quão rápidos eram em sua forma de lobo.

CONTINUA...

sábado, 14 de agosto de 2010

Prévia do cap 25 de O contrato




Prévia do cap 25 da fic "O contrato". Só postarei essa prévia aqui. Segunda ou terça virei com o capítulo pronto (mas não prometo nada).

Capitulo 25

Bella pov’s


Barulhos na porta. Eu não queria levantar. Com os olhos parcialmente abertos, eu sacudi levemente o corpo postado acima de mim. Nenhum movimento. Acabei levantando.
Edward dormia tão profundamente que não notou quando sai debaixo dele. Vesti um hobby e segui trôpega até a porta do quarto, que estava sendo ruidosamente batida. E quem eu encontrei do outro lado da porta?
-Alice... –Murmurei cansada. Ela entrou empurrando-me um pouco para o lado. Em suas mãos estavam as minhas sacolas.
-Bom dia! Trouxe suas sacolas. Escolhi um look para você usar hoje. –Deixou boa parte das sacolas no chão. Uma sacola foi passada para mim. –Vista isso.
-Alice, que horas são? –Perguntei sabendo, apesar de não estar olhando o horário, o quão cedo deveria estar.
-Seis horas. E acredite, para nós, turistas, é o horário ideal para acordar. Chame Edward. Vejo vocês daqui a pouco no restaurante do resort. –Saiu saltitante pela porta, fechando-a no processo.
Ótimo! Eu me sentia cansada, o corpo dolorido pela caminhada com Alice para compras no dia anterior. Deixei minhas sacolas no chão da sala, incluindo a sacola que Alice me dera, e voltei ao quarto.
Edward dormia de bruços. Caminhei até ele, sentando na cama, e o sacudi.
-Edward, Alice veio aqui. É melhor acordarmos.
-Eu estou acordado, infelizmente. –Respondeu para a minha surpresa.
-Pensei que estivesse dormindo. –Disse. Edward sentou-se na cama, os dedos passando pelo cabelo desgrenhado.
-Eu não tinha a melhor das minhas noites de sono. Eu estava prestes a dormir agora pela manhã. Alice... Será a última vez que viajamos com ela. –Sua voz soava furiosa. Ele estava realmente aborrecido com a irmã. Sorri.
-Melhor nós nos levantarmos. –Levantei, para dar o exemplo. –Eu vou arrumar minhas compras. Tome banho primeiro.
-Hei. –Edward me chamou. Interrompi minha caminhada até a sala e me virei para olhá-lo. –Vem cá. –Chamou com o indicador. Tinha um sorriso travesso nos lábios.
Cautelosamente eu segui até ele tentando reprimir uma risada. Num átimo, Edward puxou-me fazendo com que eu deitasse na cama. Seus braços me mantinham perigosamente perto dele.
-Não recebi meu beijo de bom dia. –Murmurou. Pude sentir nos lábios o choque do seu hálito.
-Nunca fomos de trocar beijos de bom dia. –Retruquei sem conseguir desviar meus olhos dos dele.
-Então acho melhor modificarmos certas coisas. Eu faço questão desse ritual típico de casais normais. –Seus olhos tinham um brilho hipnótico. Não pude resistir. Fiquei parada enquanto Edward me beijava e correspondi ao seu beijo com ternura. Seus lábios, que tinham um gosto doce, indefinível, migraram para a minha orelha. Pude ouvir sua voz baixa.
-Se formos nos reconciliar como ontem a noite, vou querer brigar sempre com você. –Eu sabia que estava brincando.
-Sério? Então logo teremos uma reconciliação parecida. –Me encolhi ao sentir seus dentes mordendo o lóbulo da minha orelha.
-É mesmo? Já está prevendo uma nova briga? Você é vidente? –Roçou seus lábios em toda a extensão do meu pescoço. Arfei enquanto meus olhos fechavam.
-Não é isso. Não sou vidente ou coisa parecida. É que... –Lembrei do pedido de Jacob. –Jacob quer me apresentar a sua família. Prometi que eu os conheceria.
Edward parou no mesmo instante. Fiquei desnorteada sem saber o que vinha. Ele estava simplesmente parado e não podia ver seu rosto por ele tê-lo enterrado no meu pescoço.
-Edward, você está bem? –Perguntei temerosa. Para minha surpresa ele se afastou e estava sorrindo.
-Claro que estou bem. E você pode ir. –Suas palavras me paralisaram no mesmo instante.
-Como é que é? –Voltei a perguntar. Sim, eu estava soando como uma imbecil.
-Você pode ir. Apenas me avise o dia. Adiarei meus compromissos e a acompanharei. –Levantou-se, nu, seguindo para o banheiro.
-Edward, você não pode ir comigo! –Esbravejei. Tarde demais, ele entrou no banheiro, ignorando-me.
Voltei a deitar na cama e bufei.
...
-Vou nadar amor. –Jasper disse retirando sua camisa. Alice sorriu para ele.
-Tudo bem. Aproveite por que logo iremos a outro ponto turístico daqui. –Pegou a camisa do marido e o beijou nos lábios. Jasper olhou para Edward que estava sentado em uma cadeira de praia ao meu lado.
-Você vem? Depois daqui vamos ao porto para praticar Sky surf e passear de Jet-ski.
-Sim. Eu vou. –Edward levantou-se retirando a camisa branca que usava e dando a mim. –Não vou demorar. –Inclinou-me para me beijar. Eu olhei a ele e a Jasper seguindo para a água, maravilhada pela sua beleza escultural. Não fui a única a olhá-los, todas as mulheres da praia, até as comprometidas, o secavam com os olhos.
Não gostei disso. Eu não gostava que olhassem o que é meu. Fiquei surpresa com o sentimento possessivo.
-Ciúmes? –Eu me virei para a dona da voz, Alice. –Eu sei como é isso. O Jasper é o sonho de consumo de muitas mulheres. Está sempre sendo observados por elas e, convenhamos, gosta da atenção.
-O que você faz para conviver melhor com isso? –Perguntei querendo ocultar a possessão em mim por Edward. Eu não precisava disso para nos atrapalhar ainda mais.
-Eu faço isso. –Sorri matreira e simplesmente... Retirou a parte de cima do biquíni jogando-a para mim.
-ALICE! –Gritei em pânico. Ela me ignorou. Pegou a cadeira em que estava sentada e a levou para longe do guarda Sol que nos protegia.
-Vou pegar um bronze. Vem também. –Inclinou a cadeira deitando-se nela.
-Alice! Vista o seu biquíni! –Retruquei olhando para todos os lados. Alguns rapazes surfistas nos olhavam.
-Relaxa Bella! Aqui topless é liberado. Veja ao seu redor. Não sou a única. –E eu fiz o que ela sugeriu. De fato outras mulheres faziam topless, mas a maioria era velha sem nenhum atrativo para se olhar.
-Venha pegar Sol. –Chamou. Não me pareceu uma má idéia. Queria mesmo ficar com uma cor mais bronzeada ocultando a cor marfim de minha pele. Peguei minha cadeira, eu a inclinei e deitei de bruços.
Sentir o Sol era bom. Em minha cidade o clima não era tão quente. Deixei o meu corpo relaxar naquela posição, mas me espantei ao sentir uma mão atrás de mim.
-Hei! –Tentei me virar, mas Alice havia desamarrado os fios do meu biquíni. Se me virasse, todos veriam meus seios. Voltei a deitar de bruços, mas virei o rosto para olhá-la. –O que você fez!
-Assim não fica marquinha de biquíni nas suas costas. Marca de biquíni em cima não é nada sexy. Relaxe. Ninguém vai ver seus seios enquanto mantiver essa posição. Depois eu amarro para você.
Eu a obedeci voltando a deitar e ignorando tudo ao meu redor. Foi relaxante. Passar alguns minutos concentrada apenas no calor sob minha pele e ignorar qualquer pensamento obscuro...
Não era tão fácil. Minha mente vagou para os acontecimentos da noite anterior. As palavras de Edward, sempre parecendo querer dizer algo mais, sempre me deixavam confusa. Eu sentia algo por detrás da sua tensão e sofrimento, algo indefinível.
O que Edward estaria escondendo de mim?
-Oi amor! –Ouvi a sua voz próxima a mim e senti algo ser jogado em cima do meu corpo. Eu abri um olho e o vi pegar uma cadeira e se sentar ao meu lado.
-O que é isso? –Perguntei olhando para toalha em cima de mim. Tentei tira-la, mas Edward me impediu.
-Não quero que vejam você. Já olhou envolta? Um monte de gaviões secando você! Vamos, amarrarei seu biquíni. –Levantou e sentou-se atrás de mim, seu peito praticamente colado em minhas costas. –Continue embrulhada nessa toalha. –Pediu.
Mantive a toalha envolta de mim deixando apenas as costas à mostra. Senti suas mãos agindo, amarrando novamente a parte de cima do biquíni. Olhei para Alice, Jasper a olhava com desgosto e ela sorria como uma criança pega em uma traquinagem. Ele olhou ao redor encarando os rapazes que secavam a esposa e, subitamente, tacou-lhe um beijo. Definitivamente estava marcando seu território. Os rapazes desviaram o olhar, sentindo-se intimidados. As mulheres suspiraram tristonhas, o espetáculo de Jasper deixou claro que ele tinha dona.
-Pronto. –Edward anunciou. Retirei a toalha que me cobria e o olhei com azedume.
-Não precisava disso.
-Se você estivesse no meu lugar, você concordaria com minha atitude. Não gosto desses cuecas olhando para você.
-Se quer saber, Edward, eu estou no seu lugar. Você pode não ter notado, mas chama muita atenção usando apenas uma sunga. –Passei a toalha para ele. –A propósito, cubra-se.
Ouvi o seu riso e logo ele pegou toalha acatando meu pedido. Beijou-me na bochecha.
-Quer tomar banho de mar comigo? –Perguntou no pé do meu ouvido. Me arrepiei.
-Vai se comportar? –Minha voz me traia, traia o meu desejo por ele. Seu hálito soprou próximo ao meu pescoço.
-Não vou me comportar. –Beijou meu ombro esquerdo. Levantei.
-Vem. –Ofereci minha mão. Edward a pegou e seguimos a frente. Repentinamente Edward me pegou nos braços, ignorando meus protestos, e seguiu para a água.
A água estava fria, mas os braços de Edward, sempre a minha volta, me mantiveram aquecida. Quando a água batia no peito de Edward, ele me soltou por alguns instantes. Após isso seus braços me envolveram mantendo-me colada a ele. E logo seus lábios procuraram os meus.

CONTINUA...

ATENÇÃOS: Mais prévias serão deixadas no meu twitter.

meu Twitter: @jacksampaio

3° extra de "Lembre-me!"




ÚLtimo extra de "Lembre-me!". Talvez poste mais extras, não sei. Se isso acontecer vocês serão os primeiros a saber. Ah, amanhã (dia 15 de agosto) é o meu niver. Pasrabéns pra mim! \o/

Capitulo extra 3: Grávida

Nenhum dia era igual ao outro, não para mim. Até um dia tedioso para alguns, para mim, porém, era fantástico. E isso se devia a duas pessoas: meu marido Edward e minha filha Reneesme.
Mesmo com o tempo de casado que tínhamos, três anos, ainda vivíamos aquele amor juvenil de outrora. Edward não mudou nada fisicamente, parecia ser ainda o jovem de vinte e um anos com quem me casei, mas mesmo que a idade lhe pesasse, não me importaria.
Reneesme estava com um ano, uma formosura! Tão parecida com Edward e ainda sim parecida comigo! Como era possível alguém ser parecido fisicamente com duas pessoas do sexo oposto? Ser mãe mudou a minha vida. Era estranho ter alguém quase que totalmente dependente de você, parecido fisicamente com você, alheio a todos os perigos do mundo exterior e sustentando suas crenças e verdades em minha imagem...
Edward brincava com Reneesme no jardim. Era uma maravilha vê-los se divertindo com pequenas coisas, como Reneesme ficar toda sorrisos por causa da bolinha que Edward jogava em seus pés para que ela chutasse.
Eu me lembrei o modo no mínimo curioso com que eu descobri estar grávida...
-Senhora Cullen, eu acho que deveria... –Joel murmurou pela décima vez. Eu me afastei minimamente do vaso sanitário e o olhei com raiva.
-Se falar que eu devo ligar para Edward e contar, eu vou vomitar em você. –Ameacei. O enjôo me tomou novamente e voltei a vomitar.
-Senhora Cullen, já está passando mal desse jeito há três dias. Isso não é normal. Eu não contei nada ao senhor Cullen por que me garantiu que contaria a ele e procuraria um médico. Mas não fez nada disso. –Joel me repreendeu.
Mal ele sabia que esse meu mal estar já durava sete dias. Se eu tivesse sido cuidadosa há três dias, nem mesmo ele saberia. Eu havia ido ao médico no terceiro dia e deveria receber o resultado dos exames anteontem, mas meu exame misteriosamente desapareceu. Meu médico marcou uma nova consulta daqui a quatro dias.
-Eu vou contar a ele hoje. –Murmurei pegando o copo de água que Joel me oferecia. Limpar a boca com a água fria ajudou um pouco a atenuar meu mal estar.
-Espero mesmo que conte. Caso não diga nada, eu direi.
E eu sabia, por experiência própria, a devoção de Joel por Edward. Tudo o que acontecia na casa, especialmente comigo, Joel contava a Edward.
Eu não queria contar, não antes de saber o que eu tinha. Temia ser algo grave. E se eu estivesse doente? Edward era tão sensível, já havia sofrido tanto! Eu não queria infringir um novo sofrimento. Ele não precisava sofrer junto comigo.
...
Deitava em nossa cama, meu celular tocou. Não queria levantar e atendê-lo, eu estava fraca até para mover um dedo. Esforcei-me para me levantar e seguir, trôpega, até a poltrona onde estava meu celular.
Era Edward. Procurei fazer uma voz de uma mulher saudável.
-Oi amor.
-Oi amor. Eu estou saindo da empresa. Gostaria de fazer algo com você. Que tal se saísse para jantar comigo?
Eu queria dizer não. Havia vomitado quase tudo o que ingeri e por isso me sentia fraca.
-Tudo bem. Eu vou me arrumar. –Falei com uma voz falsamente animada.
-Vejo você daqui a pouco. Um beijo. –Edward desligou. Com muito esforço levantei e fui ao nosso closet.
De banho tomado, roupas vestidas, acessórios, jóias e maquiagem, esperei Edward na sala. Ele não demorou a chegar. Ele me cumprimentou com um beijo e trocou de roupa. Estava lindo em um blazer preto.
...
-O que foi meu amor? –Edward perguntou. Eu sorri com muito esforço.
-Não é nada. –Disse. A verdade era que havíamos comido uma entrada e eu vomitei antes do prato principal. Agora que tínhamos comido o prato principal, eu queria vomitá-lo antes da sobremesa.
-Você está muito calada. Tem certeza que está bem? Por um acaso está assim por que sua mãe disse que iria viajar conosco para o Havaí?
-Não. Só estou um pouco cansada.
Eu já havia usado a tática do “retocarei minha maquiagem”. Eu não sabia qual iria usar agora. Talvez falar que tiraria água do joelho... E quando pensei em balbuciar algo, senti a ânsia de vomito aumentar.
-Merda! –Levantei e corri para o toalete. Minha farsa devia ter sido descoberta. Edward ficaria preocupado, Joel daria com a língua nos dentes e tudo iria por água abaixo.
Vomitei violentamente em um vaso. Não havia ninguém no toalete feminino. Quando coloquei tudo para fora e sai para lavar minha boca, encontrei com Edward de pé próximo a pia.
-Eu posso explicar. –Murmurei. Ele me olhava com reprovação.
-Deveria ter me contado. Está há sete dias assim e nada falou para mim.
-Você sabia? –Perguntei surpresa. E eu que pensei ter escondido de todos, menos de Joel.
-Eu sempre sei tudo sobre você. Fui o primeiro a perceber que não estava bem. Achei que me contaria, mas não falou nada. Se eu não tivesse visto o resultado indicando que está grávida, eu provavelmente...
O tempo parou juntamente com minha respiração.
-O que você disse? –Perguntei apressadamente. Edward me olhava confuso.
-Você está grávida. Sinto muito. Eu peguei o seu exame e não o devolvi. O médico acabou tendo que marcar outro exame para você, não é?
Tudo ficou escuro.
Era engraçado lembrar agora, mas na época eu senti tanto medo! Achava que não estava preparada para ser mãe. Bobagem! Ser mãe foi a maior e melhor experiência da minha vida, atrás apenas da satisfação em casar com o homem da minha vida.
Uma bola cor de rosa caiu nos meus pés. Reneesme veio cambaleante até mim (mesmo com a pouca idade ela já conseguia dar alguns passinhos) e vir até mim. U sorri para aquela bonequinha de porcelana trajando um vestidinho amarelo.
-Vem cá meu bibelô! –Eu disse erguendo-a num solavanco. Reneesme ria ruidosamente.
Edward nos olhava com carinho. Seus olhos registravam a cena, Reneesme e eu, emoldurando o momento como eu fazia.

2° extra de "Lembre-me!"




Mais um extra. Esse deveria ser o segundo ao invés do terceiro extra. Deixem comentários, por favor! \o/

Capitulo extra 2: Primeira lua-de-mel (Edward version)

Os convidados
-Você reparou na noiva? Tinha um sorriso tão falso!
-Eu encontrei com a noiva no banheiro. Ela havia ido até lá retocar a maquiagem. Acho que andou chorando.
Os fotógrafos
-Não sei como vou fazer a noiva parecer feliz. Não há Photoshop que consiga a proeza!
Bella
Lá estava eu a sua espera. Infelizmente eu sabia por que ela demorava. Não era por estar se preparando para mim. Bella estava criando coragem para o que viria a seguir. Seria difícil para ela e difícil para mim por que eu sabia exatamente o porquê de Bella estar ali comigo.
Eu havia forçado Bella a casar comigo
O pensamento me deixava nauseado. Eu era egoísta, manipulei o futuro de Bella para não perdê-la. Por minha culpa Bella e Jacob terminaram, ela testemunhou o quase suicídio da mãe e havia sido forçada a casar comigo.
Levantei da cama onde estava sentado e fiquei de pé próximo ao abajur. O arrependimento pelo que estava fazendo com ela, sendo que Bella não tinha consciência de meus atos, me tomou, incapacitando-me. Ela não merecia nada disso. Eu deveria...
O barulho da porta captou minha atenção, mas não me movi. Eu temia olhar para o seu rosto e ver a tristeza que ela tentou mascarar durante toda a festa. Mas todo o meu temor foi sufocado quando senti a mão pequena e macia de Bella tocando a minha, após isso me abraçou.
Quando meu corpo entrava em contato com o corpo de Bella, mesmo com um simples toque, eu me esquecia de tudo. Concentrava-me apenas nela e nas sensações que me assaltavam. Eu me virei e a abracei, sentindo seu perfume gostoso. Não avaliei como estava vestida, mas tinha certeza de que ela estava...
-Você está perfeita. –Murmurei roçando meus lábios em seu pescoço. Minhas mãos, impacientes, acariciavam seu corpo enquanto eu exercia uma delicada pressão a fim de sentir seu corpo ainda mais.
–Ansiei muito por esse momento. –Confessei. Bella nunca saberia o quanto eu ansiei. Abdiquei de tudo, inclusive de minha dignidade, para tê-la. Eu agora a tinha e sentia meu mundo encher-se de felicidade, nada mais.
Eu era inexperiente, nunca estivera com uma mulher, mas estava disposto a fazer de tudo para que aquele momento fosse especial para ela. Eu iria ter que agir, provavelmente Bella não faria nada além de me deixar agir, tomada pelas duvidas e tristezas da situação.
Para minha surpresa, eu a senti me empurrar até que ambos caímos na cama. Suas mãos envolveram meu pescoço, puxando-me para ela, e rolei até pairar acima de seu corpo. Não pude me conter. Eu a beijei com sofreguidão, entregue a felicidade e ao prazer de estar ali daquele jeito com ela. Minhas mãos acariciavam seu corpo macio.
Eu queria conhecê-la toda, estreitar a intimidade que já tínhamos. Eu queria conhecer seu calor, seu cheiro, a textura de sua voz, tudo o que me foi negado pelo fato de Bella não ter me escolhido antes.
Após um longo e extraordinário beijo, nós nos separamos. Bella olhava-me com expectativa, talvez. Ela esperava que eu desse o primeiro passo e lhe proporcionasse momentos inesquecíveis. Ela não imaginava que eu nunca havia me envolvido fisicamente com ninguém.
Eu precisava contar a verdade.
-Meu amor, eu tenho que lhe dizer que... –Parei. Era vergonhoso. Alguém com vinte anos dificilmente era virgem. Bella não era. Senti seu toque no meu rosto.
-O que foi? –Perguntou curiosa. Eu me afastei sentando na cama. Bella me acompanhou.
-Edward, o que foi? –Ela perguntou aparentando preocupação. Eu olhei para o chão, totalmente constrangido. Mas eu queria que ela soubesse, entendesse.
-Se eu dizer algo, promete não rir? –Murmurei. Devia estar vermelho.
-Claro que não irei rir. O que é? Pode falar.
Eu deveria dizer. Eu iria dizer. Nosso casamento já era marcado por polemicas e mentidas, eu seria sincero com o que eu pudesse. Lembrei das vezes em que estive com mulheres, mas nunca consegui me deitar com elas. Eu pensava apenas em uma, desejava apenas uma mulher. Ela estava seminua na minha frente. Meus olhos procuraram os seus.
-Eu sou virgem.
Seu rosto pasmo. Ela não esperava por isso, deu para perceber.
-O que disse? –Perguntou atordoada.
-Eu disse que sou virgem. –Repeti, querendo que a terra me tragasse. O que Bella pensaria de mim agora? Me veria como um mentiroso? Um idiota?
Ela ainda parecia digerir a situação. Ela apenas mostrava-se surpresa. Subitamente seu rosto mostrou algo diferente, como se estivesse absorva em algum pensamento. Um vestígio de dor atravessou seu rosto por alguns segundos, mas consegui captar. Após todo esse jorro de emoções, eu resolvi me manifestar.
-Desculpe. Eu acho que estraguei o clima, não foi? –Eu disse tentando tira-la daquele estado de transe. Quando Bella despertou, algo mais aconteceu a ela. Olhava-me com desejo e foi retirando seu hobby.
Impossível não olhar para a perfeição que Bella me apresentava. Ela era tão linda, a mais linda das mulheres que eu já conheci. Veio para mim e tomou meus lábios com os seus. Surpreso como eu estava, fiquei tenso por alguns instantes. Mais uma vez Bella me surpreendeu puxando-me pelo tornozelo e fazendo-me deitar. Deitou-se sobre mim pegando minhas mãos no processo e deixando-a acima de minha cabeça.
Quando nos afastamos, eu a olhei alarmado. Eu não sabia como proceder e isso era apavorante. Bella percebeu, claro.
-Não se preocupe. Eu terei o maior prazer de ser sua professora. –Sussurrou mordiscando minha orelha enquanto suas mãos passeavam pelo meu corpo. Em contrapartida eu a abracei hesitante enquanto Bella me conduzia. Suas mãos seguraram a barra da calça de seda preta que vestia e a puxaram lentamente. Seus olhos estudavam meu corpo, memorizando cada pedaço.
O modo como ela me olhava era excitante, tão excitante que senti as partes intimas esquentarem. Cobri minha evidente ereção. Meu ato surpreendeu Bella.
-Edward, o que está fazendo? –Perguntou. Eu não conseguia olhá-la. –Hei, sou sua esposa agora. Eu tenho o direito de ver você todo. Ou você quer que eu vista meu hobby e vá dormir?
Ela faria isso? Interromperia tudo? Eu não duvidava, afinal de contas Bella foi induzida a tal. Eu não queria isso. Eu a queria muito, era insano! Afastei minhas mãos deixando meu corpo toda à mostra, olhando-a.
-Já que eu estou nu em pêlo, chegou a sua vez de tirar a roupa. –Disse firme, provocante. Bella estremeceu. Pensei tê-la assustado, o que a impediria de continuar, mas, felizmente, ela se moveu. Retirou lentamente o sutiã com os olhos fixos nos meus. Eu não esperei Bella terminar.
Abracei Bella contra o meu corpo, deliciado em sentir em meu peito seus seios roçando. Eu a deitei e minhas mãos logo se ocuparam em acariciá-la em todas as partes do corpo. Não satisfeito em acariciá-la apenas com as mãos, acariciei com meus lábios. Ouvi, satisfeito, os seus gemidos. Então eu me aproximei de seu rosto, seus ouvidos, e disse:
-Eu amo você. Sempre amei. –Disse. Bella não tinha idéia do quanto eu a amava. Eu era tão obcecado por ela, que destruí seu lindo futuro.
Senti o seu abraço e por alguns instantes o desejo não me possuiu. Apenas culpa. Culpa. Culpa. Bella me beijou com força. Exigindo minha atenção e concentração. Eu cedi por que eu a queria. Por que eu não queria pensar o quanto eu era nojento.
A culpa iria me arruinar.
As circunstancias iriam arruinar nós dois.
-Bella... –Murmurei seu nome a cada vez que invadia seu corpo.
Eu a amava tanto!
-Machuquei você? –Perguntei ofegante. Bella nada falou. Apenas me puxou para mais perto de si.
-Nunca me machucou. –Sussurrou em meu ouvido.
Ela não tinha idéia.
-Bella... –Eu a chamei, tocando levemente seu rosto com a ponta dos dedos. Ela abriu seus olhos e sorriu.
-Não estou dormindo ainda. Eu sei que você quer continuar. Vem cá. –Seus dedos entrelaçaram em meus cabelos puxando-me para ela. Iríamos recomeçar.
Eu sabia. Enquanto ela sorria e sentia prazer, na verdade, Bella estava caindo.
Que horas seriam? Eu não sabia. Não teria sido capaz de enxergar se não fosse à luz do banheiro, escapando das frestas da porta fechada e iluminando precariamente o quarto.
Bella não estava deitada junto a mim. Levantei sem me preocupar em cobrir minha nudez. A passos silenciosos, eu fiquei de pé em frente à porta. Ouvi seu choro, baixo. Bella estava chorando e eu sabia exatamente o porquê disso.
Eu a queria. Após a morte do pai, Bella ficou em uma situação difícil. Ela não se importaria em ser pobre, eu sabia. Sua mãe sim. Tentou o suicídio e isso ajudou Bella a aceitar a proposta de meu pai. Se Bella se casasse comigo ela não precisaria se preocupar com sua situação financeira. Ela não iria aceitar se Jacob não a tivesse largado. Jacob, seu antigo noivo. Ele fez isso por que não queria que Bella fosse obrigada a escolher entre ele e a mãe, ela sofreria ainda mais.
Eu fui o articulador de tudo. Eu compeli meu pai à proposta que levou a destruição de Bella. Sentado no chão próximo a porta, eu chorei baixinho. Bella não me ouviria, imersa demais em sua dor. Isso era bom.
Se eu pudesse fazê-la me amar, será que bastaria para ela voltar a sorrir?

1° Extra de "Lembre-me!"




Oi gente! Postarei os especiais da fanfic "Lembre-me!" aqui. Como vocês devem se recordar, deixei uma enquetew aqui para a escolha dos temas. Os temas foram selecionados e os especiais escritos. São três e este embaixo é o primeiro. Espero que gostem e deixem reviews. \o/
Capitulo extra 1: Segunda lua-de-mel

Aquele era o fim e o começo. O fim da angústia, da tristeza. Não havia mais muros entre mim e Edward, apenas um amor inexplicável.
-Vamos lá Bella. –Murmurei para a minha imagem em frente ao espelho do banheiro. Eu estava pronta para a minha segunda lua-de-mel. Caminhei até a porta e girei a maçaneta.
Cenas do nosso casamento passavam em minha cabeça; quanta diferença se comparado com o meu primeiro casamento com ele! Em meu primeiro casamento, eu não o amava. Fui obrigada a deixar a pessoa que amava e me casar com Edward. Mas agora...
Trajando nada mais do que um hobby branco, adentrei o nosso quarto. A meia luz do abajur, eu percebi que Edward não me esperava na cama. Estava de pé colocando um CD no aparelho de som sofisticado. Assim como eu, Edward trajava apenas um hobby de seda preto cobrindo sua nudez.
-Fundo musical? –Perguntei. Mesmo Edward estando de costas, eu sabia que sorria.
-Acho apropriado.
A música “No sound but the Wind” da banda EDITORS soou pelo aposento. Lembrei da primeira vez em que a ouvi, quando fiz amor com Edward pela segunda vez após o acidente. De fato aquela tinha se tornado nossa música. Edward caminhou lentamente até onde eu estava. Com os olhos fixos nos meus, abraçou-me fazendo meu corpo acompanhá-lo para lá e para cá. Correspondi ao abraço encostando minha cabeça em seu ombro e fechando os olhos, deixando-me envolver por aquele momento mágico.
-Hoje foi o dia mais feliz da minha vida. –Edward murmurou.
-Nós vivemos muitos momentos bonitos, mas hoje sem dúvida foi o melhor. –E novamente as lembranças de nossa cerimônia, o casamento no jardim que sempre sonhei, vieram em minha mente, em nossa mente.
As flores do campo. Os risos dos convidados. O cantar dos pássaros. As borboletas. A música tocada por um grupo de músicos. E Edward esperando-me no altar, lindo em seu fraque branco com detalhes azuis. Sua voz encantadora dizendo “sim”. O novo anel deslizando pelo meu dedo. Seu beijo doce. O aperto de suas mãos nas minhas. O arroz jogado em nós dois sendo que boa parte dos grãos caíram em meu decote. O pôr do Sol. O cheiro de vinho mesclado ao de jasmins. A comida que desta vez eu degustei, ao contrário do primeiro casamento em que fui obrigada a posar para fotos e mais fotos.
E agora as mãos de Edward acariciando minhas costas, por cima do meu hobby branco, enquanto dançávamos sozinhos no nosso quarto, em nossa casa. Meu corpo todo se arrepiou. Rocei meus lábios em sua clavícula pouco exposta pela abertura do hobby enquanto minhas mãos acariciavam suas costas.
-Tantas vezes pensei que iria perdê-la. Agora você é realmente minha. Mesmo sabendo o quão imperfeito eu sou, quis ficar comigo. –Seu desabafo me comoveu. Ele sempre se colocava no posto de vilão e sofria com isso.
-Eu fiz tanto mal quanto você. De qualquer forma acabou. –Falei num suspiro. Havia acabado. Isso era maravilhoso. A sensação de não precisar mais agir como uma guerreira espartana, pronta para uma batalha, era reconfortante.
Bailamos por mais alguns minutos, ignorando a nova música que tocava. Edward manteve um braço em minha cintura puxando-me de encontro a ele. A mão livre ele usou para erguer meu rosto e encará-lo. Fazia caricias em minha bochecha e meus lábios com o polegar. Fechei os olhos e beijei sua mão, me aproximei e beijei seu pescoço, ergui meu rosto e beijei sua boca.
Os lábios de Edward moviam-se lentamente contra os meus, suas mãos acariciavam minhas costas por cima do hobby branco. Minhas mãos envolveram seu pescoço, içando meu corpo para mais perto dele.
Eu poderia permanecer daquele jeito pelo resto de meus dias, pensei. Sempre nos braços de Edward, sempre o beijando. Sempre. Meu Edward, só meu. Aquele que eclipsava tudo a minha volta, tornando-se meu Sol. Seria possível alguém amar outra pessoa mais do que eu? Mais do que ele me amava? Eu duvidava.
Ergueu meu corpo e me conduzir à cama. Deitou-se sobre mim, suas mãos retiravam meus cabelos de meu rosto.
-Minha linda esposa. –Murmurou enquanto dava beijinhos em meu rosto. Conseguiu com isso arrancar risos meus.
-Edward, Pará! –Pedi quando senti cócegas feitas por ele. Que ótimo! Edward estava acabando com o clima de excitação. Tentei empurrá-lo ainda aos risos. Minhas mãos, antes espalmadas em seu peito, foram capturadas e presas acima de minha cabeça. Edward conseguiu essa proeza apenas com uma mão. Sua outra mão acariciou meu corpo, do pescoço a virilha, e seus dedos se infiltraram em meu hobby, abrindo-o, chegando a minha feminilidade.
-Ah! –Arfei ao sentir seus dedos ali.
-Minha linda mulher. –Sua voz mostrava todo o desejo suprimido até aquele momento. O clima amistoso dera lugar novamente aquele sentimento de luxúria e amor, perigosamente mesclados num só.
Tomou meus lábios com brusquidão, mas não me assustei. Eu o queria daquele jeito, bruto, amoroso, de qualquer jeito.
Meu Edward, só meu.
Minhas mãos o puxaram para meu corpo, pelos cabelos. Suas mãos me despiram do hobby que eu usava; eu fiz o mesmo com ele. Senti um prazer intenso quando nossas peles nuas se tocaram, fazendo meu corpo inteiro ficar em brasa. Nós já nos conhecíamos, era verdade, mas novas descobertas surgiam naquele momento. Minhas mãos passearam pelo corpo de Edward, conhecendo-o. Edward acariciou meu corpo com o mesmo objetivo. A descoberta mútua durou vários minutos e quando Edward se deu por satisfeito, começou o reconhecimento com a sua boca.
Entorpecida pelo prazer, deixei que agisse em mim. Seus lábios beijavam cada parte do meu corpo de forma ousada, concentrando-se nos pontos mais sensíveis. Edward havia se tornado um amante habilidoso e fiquei satisfeita em saber que eu fui sua única professora.
Quando senti sua língua em minha feminilidade, eu quis ousar como ele. Eu o afastei apenas para posicioná-lo do jeito que eu queria. Edward entendeu o recado sem que houvesse a necessidade de explicações. Com os corpos de frente para o outro, nossas bocas acariciavam nosso ponto maior de prazer. E era tão bom dar e receber! Com alguém que se ama, compartilhando de tamanha intimidade...
Ele era meu único amor. Ninguém ocuparia o seu lugar, pensei enquanto Edward penetrava com suavidade meu corpo, marcando-me novamente como dele. E suas mãos, seus lábios, não deixavam minha pele.
Edward me dominou e me deixou dominar. Amantes, ambos participativos do ato de fazer amor, dando e recebendo prazer sem limites. Ele exigia do meu corpo, encaixando-nos de varias formas, pressionando seu corpo contra o meu com diferentes níveis de força. Eu me deixei levar, ajudando-o quando podia e usando de criatividade naquele momento, assim como ele fazia.
Eu o queria para sempre.
-Está cansada? –Perguntou para mim quando paramos. Ergui uma mão e acariciei seu rosto.
-Não. Eu apenas... Eu gosto de ficar olhando para você sem fazer nada. E gosto dessa expressão que você faz. –Ele pegou minha mão e beijou a palma.
-Qual é a expressão que eu faço? –Perguntou.
-De felicidade e paz. Essa expressão está no seu rosto desde o dia de hoje. Eu gosto dela. –Confessei.
Edward, que estava deitado de lado e de frente para mim, arrastou-se para mais perto até nossos narizes se tocarem tamanha a proximidade.
-Você a verá todos os dias a partir de agora. Isso é uma promessa. –Disse.
Olhamos-nos por alguns instantes.
-Eu quero de novo. –Pedi deitando-me sobre ele. Edward logo entrou em sintonia com o meu bom humor.
-O que você quer? –Perguntou retoricamente. Ele sabia o que eu queria.
-Quero você. –Meus lábios moviam-se juntamente com os seus.
-Seu pedido é uma ordem. –Ditou-se sobre mim. Novamente fomos para as nuvens.
...
O Sol raiava. Senti primeiramente o seu calor para depois ver o quarto belamente iluminado por seus raios. Mas eu não vi a luminosidade do Sol de imediato. Encontrei um par de olhos cor de ocre que me olhavam com um amor indescritível.
-Bom dia esposa. –Disse numa voz afável. Reprimi a vontade de chorar pela felicidade que eu estava sentindo.
-Bom dia esposo. –Sorrimos para o outro, cúmplices de um amor avassalador que duraria o resto de nossos dias.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Extras de "Lembre-me!"



Oi gente! Vim avisar que dois dos três extras da fanfic "Lembre-me!" foram postados no nyah por mim. Segue o link para ler:

http://fanfiction.nyah.com.br/historia/45916/Lembre-me (copie e cole o link)

Não deixem de comentar ou aqui ou no próprio nyah. E aguardem o último extra (que deveria ser o segundo).

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Prévia do Edward pov's do cap 24 de O contrato




Edward pov’s

A felicidade veio para mim. Eu não esperava. Após a morte de minha mãe, eu me habituei a não confiar em ninguém, a tratar mulheres como objetos e homens como inimigos. Eu sabia que pela minha conduta eu estava fadado à infelicidade quando se tratava da minha vida pessoal, mas eu fui abençoado.
Bella... O nome girava na minha cabeça. Eu não conseguia pensar nada além dela, priorizar nada além de Bella. Eu a amava e ela me amava. Ela era minha, entregou-se apesar de tudo o que aconteceu entre nós. E cinco dias se passaram...
-Bella? –Chamei. –Você está aqui no seu quarto? –Bati na porta de seu quarto. Aquele era o único cômodo em que eu não havia entrado para procurá-la.
-Sim, eu estou aqui. –Ouvi a sua voz no interior do aposento. Minha mão foi à maçaneta.
-Posso entrar? –Pedi invadindo seu quarto. Bella estava sentada em uma poltrona, olhava o espelho. –O que está fazendo? –Perguntei curioso com a sua atitude.
Caminhei até ela e me postei atrás da poltrona. Eu me inclinei abraçando-a por trás, feliz por ela não fazer menção de me afastar. Bella havia mudado muito desde que confessou para mim o que sentia. Ela estava mais receptiva ao meu toque e, durante esses cinco dias, permitiu que eu dormisse com ela. Isso era muito comparado ao que eu tive dela desde que nos entendemos.
-E então? O que estava fazendo? –Voltei à realidade e olhei para Bella. Eu ainda estava curioso com o que Bella estava fazendo antes de eu entrar em seu quarto.
-Só estava... Pensando. –Falou extremamente vaga. Alguma coisa dentro de mim me alertou para aquele fato. O que Bella estaria pensando? Seria algo sobre mim? Algo ruim?
-Posso saber em que? Espero que em mim. –Eu a olhei com diversão, encostando meu queixo em seu ombro. A princípio, eu estava tenso com a possibilidade de ela estar pensando em mim de forma negativa, mas bastou ver o seu sorriso para o medo se dissipar. Era muito bom vê-la sorrir.
-Espertinho. –Falou num tom falsamente severo. Levantou-se e eu me apressei em abraçá-la. Eu nunca me sentia cansado de tocá-la, Bella era uma droga que eu sempre precisava de mais. Aspirei seu perfume doce e o desejo tomou conta de mim. Procurei me conter.
-Alice e Jasper estão nos esperando no carro que nos levará ao aeroporto. Não podemos nos atrasar. Vamos. –Peguei sua mão e a guiei para a saída.
-Onde estão as malas? –Bella perguntou enquanto cruzávamos a sala.
-Estão todas guardadas no carro.
Seguimos silenciosos até o elevador e quando eu entrei lá voltei a abraçá-la. Eu sabia que Alice iria monopolizá-la durante três dias e nós não ficaríamos muito tempo juntos durante esse período. Bom, essa era a minha desculpa, mas a verdade era que eu gostava de tê-la em meus braços. Compensava um pouco o período em que eu a desejava tanto, mas não poderia tocá-la.
-Por que tudo isso? –Bella perguntou. Não demorou muito as portas do elevador se abriram.
-Alice vai querer ocupá-la com compras e bobagens de mulheres durante esses três dias em que ficaremos na praia. Não teremos muito tempo para nós dois.
-Sei. – Pela sua postura e tom vocal ela estava desapontada. Isso era bom. Aproximei meus lábios de seu ouvido e sussurrei:
-É por isso que só ficaremos com eles durante três dias. Após isso vamos viajar só nós dois para outro lugar.
Eu havia feito um plano. Queria uma lua-de-mel completa com Bella por isso eu separei os dias de diversão, e agitação, em Miami e prazer, e calmaria, em Vancouver no Canadá.
-Você ainda não me disse o lugar. Estou curiosa. –Com essa eu fiquei surpreso. Ontem eu havia dito para ela, até falei de detalhes de nossa viagem como o local onde ficaríamos hospedados e o que faríamos para nos divertir.
-Eu disse ontem. –Falei confuso.
-Quando? Não me lembro. –Perguntou. Lembrei das circunstancias em que contei para ela e entendi. Soltei um sorriso sacana. De fato ontem a noite não foi um bom momento para contar.
-Disse ontem enquanto nós estávamos juntinhos no seu quarto. E nós estávamos fazendo... –Parei sugestivamente enquanto minha mente completava o que não disse em palavras. Ontem, após assistirmos a um filme de comédia romântica e o mesmo me deixar acesso, fomos para a cama e, definitivamente, não foi para dormir.
-Agora sei por que eu não me lembro. –Murmurou no momento exato em que as portas do elevador se abriram. Uma pena. Só a lembrança do que havíamos feito me esquentou por inteiro. Eu devia ter apertado o botão de emergência e parado o elevador tempo suficiente para uma brincadeirinha com Bella naquele local.
-Até que em fim! Por que a demora? Desse jeito vamos perder o avião e eu não quero ter que recorrer a minha beleza para conseguir outro vôo. Vamos! –Alice disse naquele seu jeito irritantemente serelepe quando nos viu chegar. Logo mais todos nós estávamos no carro alugado que nos levaria ao aeroporto.
...

CONTINUA...

Capitulo 6 da fanfic "Sacrifício"




Enquanto esta fanfic está sendo postada no nyah e ainda está no terceiro capítulo, para os frequentadores do meu blog passo o capítulo seis. Aguardem por mais.

Capitulo 6


Olhar para os verdes campos de Ceres, seu lar, aplacou um pouco o medo que grasnava em Isabella. A imagem de Lorde Cullen, seguro, ameaçador, não saia de sua cabeça. Bella sabia que precisaria agir assim que pisasse em sua casa. Enquanto sua postura demonstrava tranqüilidade, sua mente maquinava.
-O que faremos? –Billy murmurou, uma expressão desesperava em seu rosto. –Se Lorde Swan descobrir a decisão, certamente...
-Ele não descobrirá, pelo menos não até ser tarde intervir. –Isabella disse em uma voz firme. Billy a encarou atarantado.
-Acha que poderá esconder a verdade de seu pai?
-Eu conseguirei, mas não sozinha. Precisarei de sua ajuda. –Encarou o velho homem com convicção.
-Ainda que seu pai descubra após o matrimonio, não mudará o que provavelmente vai acontecer. Lady Swan, apesar de sua força, a senhorita é fraca se comparada a um vampiro. –Billy pareceu lembrar-se de algo. –E, mesmo que utilize o armamento de meu povo, armas feitas com ossos de transmorfos, não evitará sua morte caso seja desposada!
Billy transparecia seu medo; Bella não. Ela não poderia, precisaria ser forte se não quisesse que a decisão do casamento acabasse em um derramamento de sangue.
-Escute-me com atenção. Assim que chegarmos e meu pai indagá-lo sobre algo, diga que fui recusada. E então terá de tirar meu pai de Ceres. Invente algum problema em algum vilarejo visinho sob nossa jurisdição e deixe-me cuidar do resto.
-O que pretende fazer? –Billy perguntou. Isabella ficou alguns instantes em silêncio antes de responder.
-Eu não permanecerei na casa, partirei assim que meu pai deixar o lugar. Sairei às escondidas e quando o meu pai souber certamente eu já estarei casada com Lorde Cullen.
-Só estará adiando o conflito! –Gritou o velho homem exasperado.
-O que deseja então, Billy? Adiar o conflito ou um derramamento de sangue quando meu pai souber a verdade? Entenda: eu tenho um plano, se ele não funcionar será o nosso fim. Para funcionar contarei com a sua ajuda. –A lady encarou Billy com convicção. O velho homem acalmou-se um pouco.
-O que tenho de fazer? –Sua expressão mostrava concentração, exatamente o que Bella queria. Ela sorriu por poder aplacar o temor do amigo.
-Diga que fui recusada, Edward deixou claro que não quer uma guerra por isso outra virgem será escolhida. Então fale sobre algo que o atraia para fora.
-Falarei sobre ataque de transmorfos na região a leste que está em nossa jurisdição. Seu pai certamente acreditará afinal temos registrado ataques de lobisomens irracionais.
Bella o olhou com estranheza.
-Lobisomens irracionais? Do que está falando?
-Registramos ataques de lobisomens que não pertencem ao nosso bando. Devem ser de uma espécie similar a nossa, mas possuem características diferentes. Não sabemos se de fato são lobisomens, ou uma mutação de lobos. –Billy olhava para a paisagem além da pequena abertura na carruagem. –E então? Após eu retirar seu pai de Ceres. O que fará?
-Antes de fazê-lo e acompanhar meu pai nesta empreitada, Billy, você irá me ceder armamentos dos antigos, os armamentos feitos de ossos e dentes de lobisomens. Na manhã do dia seguinte eu sobreviverei e meu pai não fará nada se eu estiver bem. Preciso provar que eu posso me cuidar.
-E se não puder Bella? –Ele a olhou com seriedade. A jovem sorriu marota.
-Então será o fim para todos nós.
...
-Os preparativos estão sendo feitos. Como foi ordenado, o mensageiro está enviando os convites e Rosalie, como boa castelã que é, está cuidando dos preparativos para a festa...
-Não há necessidade de um grande evento como ocorria com as demais noivas. Para aquela não. Providencie os itens essenciais a cerimônia e nada mais. Mande um comunicado aos Volturi dizendo que aceitei a noiva. Não precisa convidar mais ninguém. –Edward disse em um tom duro enquanto olhava o campo, paisagem da grande sacada em seu espaço. Emmett continuava de pé fitando o irmão.
-Tudo será feito como quiser, mas enviarei os convites de pras como sempre faço e certamente Rosalie farpa preparativos similares. Espero que por isso não se aborreça, Lorde Cullen.
-Faça como quiser. Apenas quero que tudo esteja pronto para quando ela chegar. Eu quero tornar Isabella Swan minha esposa o quanto antes.
A excitação de Edward era evidente. A preocupação de Emmett cresceu. Edward poderia sentir sua preocupação, não precisaria nem mesmo recorrer ao seu talento de leitura de mentes.
-Você costumava me criticar por seguir as ordens estipuladas pelos Volturi sem titubear. Agora que estou disposto a seguir meus desejos, quer que eu me prive. Diga-me Emmett, quem está sendo contraditório afinal?
-Bom meu caro irmão, meu Lorde sempre aceitou as ordens a fim de evitar quaisquer desentendimentos e agora se deixa levar pelas emoções, algo que pode nos custar caro. Se eu estou sendo contraditório, meu senhor certamente está também. –Emmett rebateu. Os dois sorriram. –Eu farei o que ordena e mobilizarei todos os servos para que tudo esteja pronto, seja para guerra ou para uma simples cerimônia.
O jovem cavaleiro saiu e, mesmo com a distância que os separava, ouviu o agradecimento do irmão.
-Obrigado Emmett.
...
Uma comitiva estava em frente ao castelo do governante de Ceres. Isabella reconheceu ao longe alguns vassalos, a maioria integrantes dos Quileutes, Jacob e seu pai. Olhou firmemente para Billy.
Este é o momento, pensou enquanto sua carruagem parava em frente à comitiva juntamente com a carruagem em que seus servos foram. Jacob apressou-se em ajudá-los a sair. Sei pau dispensou a ajuda, mas Isabella aceitou a mão do amigo que a ajudou. Trocaram um sorriso caloroso antes de se manifestarem.
-Olá Jacob.
-Bella, eu senti sua falta! –Falou num tom emocionado e Bella poderia jurar que viu em seus olhos a intenção de abraçá-la ali mesmo, algo que seria extremamente impróprio. Conteve-se, porém. O mesmo não ocorreu com o pai, Charlie.
-Bella! –Ele a abraçou fortemente e Bella sentiu o ar escapar dos pulmões, mas não protestou. –Fiquei tão preocupado. –Sussurrou e Bella soube que o assunto não foi comentado com mais ninguém além de Bille e ela. Agradeceu por isso.
-Está tudo bem Lorde Swan. Vamos, temos que conversar. –Billy disse cumprimentando a todos que os cercavam. Lorde Swan o acompanhou. Bella olhou atentamente a saída de seu pai e do amigo Billy e rezou para que Billy soubesse atuar tanto quanto ela.
-Bella, diga-me como foi sua viagem representando seu pai. Teve algum problema? –Jacob perguntou. Bella virou-se e sorriu.
-Contarei tudo enquanto vejo como minha égua está.
-O que? Está duvidando de mim? Acha que não cuidei dela? Acredite quando digo que ela é a égua mais mimada de toda a planície. –Falou brincalhão seguindo com Bella aos estábulos.
...
-Então Bella foi recusada. Como rezei para que isso ocorresse! –O alivio de Lorde Swan era palpável. Billy procurou manter-se tranqüilo. Se o lorde soubesse a desastrosa verdade, Ceres e Voltus entrariam em uma guerra certa.
-Sim. Outra virgem será escolhida. Lorde Swan deixou claro que não deseja uma guerra entre os dois reinos. Além disso, desde o inicio não mostrou um interesse em Isabella. -Suas palavras fizeram Charlie rir.
-Um pai se preocuparia com o que disse, mas estou realmente feliz. Certamente isso não voltará a acontecer. Minha filha está salva.
-Agora que a questão envolvendo Lady Swan está resolvida, temos outro problema a resolver. Detectei ataque de transmorfos selvagens nas proximidades. Relatos de viajantes indicam que recentemente houve ataques. Acho prudente o Lorde averiguar pessoalmente o problema o quanto antes e acalmar os seus.
-Uma pena que este problema ainda esteja nos incomodando. Justo agora quando estou tão feliz por minha filha! –Disse pesaroso.
-Eu sei meu Lorde. Ainda sim devemos partir o quanto antes. Escolheremos alguns guerreiros Quileutes para nos acompanhar. Jacob será um deles. Como meu sucessor do líder da tribo, ele deve vir.
-Sim. Iremos amanhã. Hoje desejo celebrar. Meus súditos não saberão o porquê da celebração. Não seria de bom tom comemorar o que houve com minha filha, sendo que outra virgem será escolhida em seu lugar.
Billy pretendia dissuadir Lorde Swan a comemoração, mas se tudo estava inexoravelmente se aproximando do fim então uma celebração não seria algo ruim. Sorriu; o rosto tomado por rugas pelo ato.
-Tudo estará pronto até o anoitecer para uma comemoração memorável. –Disse num tom casual, mas seu coração sangrava ante o futuro. Quando se virou de costas para o Lorde e amigo, seu rosto revelou sua profunda tristeza.
“Espero que um dia me perdoe meu amigo. Perdão pela mentira.” –Pediu ao amigo.
...
-Então isso aconteceu enquanto voltaram para Ceres? –Jacob perguntou acariciando a égua de Bella, assim como ela fazia.
-Sim. Billy deve estar conversando com meu pai agora. Ele vai averiguar esse boato que soubemos da presença de um transmorfo atacando nas proximidades de Ceres. Provavelmente meu pai irá com Billy e alguns Quileutes. Imagino que você será chamado. –Bella sorriu para o amigo.
Por dentro a jovem sentia-se amargurada por contar aquela mentira a Jacob. No entanto conhecia o amigo. Se Jacob soubesse a situação de Isabella, o amigo não ficaria de braços cruzados.
-Bella, você sabe quando irão?
-Eu não sei. Billy foi comunicar ao meu pai o problema. Acredito que partirão amanhã. Você irá se for chamado, Jacob? –Não olhou o rapaz. Continuou a acariciar a égua.
-Se for chamado eu irei. Não gostaria, mas... –Jacob parecia constrangido o que incitou a curiosidade de Bella.
-Por que não gostaria? Eu acho que seria muito bom para você. Logo você assumirá o lugar de seu pai como líder da tribo Quileute. –Falou num tom despreocupado, mas queria muito saber a decisão de Jacob e que esta fosse favorável aos seus planos.
-Eu sei que devo ir é por isso que irei independente se desejo ou não. Eu só... Você acabou de chegar e... –Jacob atrapalhou-se com suas palavras, mas Bella entendeu. Padeceu dos sentimentos do amigo por que não eram correspondidos; por que ela não sabia ao certo se teria um futuro.
-Não se preocupe. Nós ainda iremos fazer muitas coisas juntos. Agora vamos entrar. Eu estou faminta e cansada da viagem. E você deve ver seu pai. –Afastou-se da égua e de Jacob, mas sua mão foi capturada no processo. Reconheceu o calor da mão grande que segurava a sua com delicadeza.
-Quando eu retornar, se realmente fizer uma viagem... Eu quero conversar algo com você. –A seriedade de Jacob era incomum. E Bella sabia que para aquele tom sério só devia ser uma coisa. Riu abertamente deixando seu amigo confuso.
-Tudo bem, mas essa expressão séria não combina com sua pessoa. Até mais tarde Jacob. –Bella o beijou na bochecha e partiu sentindo-se miserável por dentro. Mentir para Jacob e seguir um plano suicida poderiam acarretar algo terrível. Mesmo se Bella sobrevivesse às núpcias, não havia garantias de que todos aceitariam seu casamento; Jacob poderia não aceitar, Jacob não aceitaria.
...
-Não acredito nisso. Estou exausta e sou forçada a participar de um evento preparado pelo meu pai. –Bella falou diante do espelho enquanto uma serva terminava de vesti-la.
-Lorde Swan parece muito feliz. Nem imagino por que. Quer comemorar! Vamos Lady Swan. Anime-se! –A serva afastou-se dando espaço para Bella levantar-se da poltrona em que estava sentada. Contemplou a própria imagem no grande espelho diante de si. Ela estava charmosa no traje verde musgo e seu cabelo (preso em um coque bem elaborado) a deixava mais bonita.
-Eu estou cansada. Tenho muitos afazeres amanhã. Deveria descansar. No entanto atenderei ao meu pai. –E sabia que aquela poderia ser sua despedida não somente com o pai, mas também com seus servos e amigos.
“Talvez eu só viva um pouco mais. Não há garantias que vencerei.” –Seguiu para fora de seu aposento agradecendo a serva prestativa que a ajudou.
Enquanto isso, a muitas milhas daí, gritos ecoavam pelos corredores do castelo de Lorde Cullen.
Subitamente os gritos cessaram.
Emmett sugava o sangue de um homem, o pescoço quebrado do senhor foi à única misericórdia dada pelo vampiro. Edward golpeou o crânio de uma mulher, o sangue respingou em sua máscara, e a atacou no pescoço. Sem misericórdia na hora da alimentação, era a lei. Raramente eram dadas as vítimas a chance de viverem como vampiros.
Na escuridão do matadouro, nome dado ao local onde ocorria a alimentação dos vampiros, corpos e mais corpos estavam empilhados. Três alimentaram Emmett, o mais novo na condição de vampiro, e dois alimentaram Edward, o mais velho se comparado com Emmett.
Os humanos que sustentavam vampiros dos reinos de Voltera e Voltus eram pobres coitados colhidos a dedo em território não protegido pelo governante de Ceres. Emmett limpou-se, satisfeito pela refeição. Edward continuou ajoelhado diante dos cadáveres de suas vitimas, olhando-as.
-O que? Ainda está faminto? –Perguntou Emmett ao irmão evitando olhá-lo diretamente visto que Edward estava sem sua máscara. –Posso pedir que tragam mais pessoas. –Sugeriu.
-Estou satisfeito. –Edward murmurou cobrindo sua face novamente. Emmett não sabia, mas a culpa pelas vidas perdidas era o que o havia prostrado diante dos cadáveres dos humanos.
O Lorde saiu a passos humanos para o seu aposento. Não dormia, dormir era um luxo destinado apenas a humanos. Edward queria dormir. Ele queria esquecer. E sempre que se alimentavam, os pensamentos das noivas mortas vinham em sua mente.
“Monstro. Monstro! MONSTRO!”.
...
-Bebam meus amigos! Celebrem! –Charlie disse a plenos pulmões. Taças das mais variadas bebidas foram erguidas em saudação ao Lorde. Bella estava de pé próxima ao pai. Olhava a todos, memorizando os rostos amigos. Talvez aquele fosse o único momento em que os veria? Não queria pensar negativamente, mas se não pensasse que sobreviveria ao casamento, Bella enlouqueceria.
Amanhã seria o dia de fugir de seu reino e encontrar com o seu destino. Sabia que teria de sair pela manhã, às escondidas, com sua égua, e rezar para chegar a pouco tempo. Iria sozinha portando armas e nada mais. Billy seria o único, a saber, a verdade. Quando percebessem seu sumiço, seria tarde.
“Meu plano não poderá ter falhas. Vidas se perderão se eu fraquejar.” –Avistou o amigo Jacob próximo ao pai e acenou. Jacob sorriu para ela. Desceu da área do trono do pai e aproximou-se de Jacob.
-Pensei que iria ficar em seu aposento. Não é de o seu feitio participar de eventos grandiosos promovidos pelo seu pai.
-Pensei em participar deste. Ora eu posso fazer o que quiser Jacob Black! –Socou levemente o peito do amigo. Jacob gargalhou e tomou a mão de Isabella.
-Então me permita dançar com sua pessoa hoje? –Fez uma mesura. Bella riu abertamente e aceitou.
Bella e Jacob dançaram a música alegre dos plebeus, música esta muito apreciada por Lorde Swan visto que sua esposa, mãe de Bella, era plebéia. Bella era ótima na dança, talento herdado de sua mãe. Charlie olhou a filha com alegria acreditando que Bella estava salva. Mal ele sabia que Bella teve seu destino selado por Lorde Cullen. Aquela poderia ser a ultima noite de Bella. As únicas pessoas sabedoras desta realidade eram Bella e Billy.
...
Ouviu o barulho em sua porta. Não havia nem mesmo tirado as vestimentas que a cobriam. Abriu a porta e se deparou com Billy.
-Não temos muito tempo. Venha. –Disse seguindo pelos corredores escuros do castelo. Bella o seguiu tão cautelosa com o caminho que seguiam quanto Billy.
-Quando partirão: Falou com meu pai e os outros? –Perguntou. Billy continuou a olhar a frente.
-Iremos amanhã bem cedo. Muitos quileutes nos acompanharão inclusive Jacob. Não sei como você chegará tão rápido a Voltus, mas terá de fazê-lo.
-Eu sei. Cubra-me o quanto puder Billy.
-Se você morrer Bella, será o fim. Você sabe. –Billy anunciou em uma voz sombria.
-Eu sei. Vai ficar tudo bem.
Bella podia sentir o ceticismo de Billy, mas procurou ignorar. O mais importante era Bella acreditar em si mesma. Seguiram silenciosos pelos corredores do castelo, subindo e descendo escadarias, tomando o máximo de cuidado para não serem vistos. Por fim chegaram a ala no castelo reservada apenas aos membros mais importantes dos Quileutes que consistia em uma sala cerimonial, a ala dos cômodos ocupados pelos membros mais importantes, e um deposito de armamentos. Quando criança costumava explorar aquele lugar com Jacob, mas fazia tempo que não entrava naquela ala. Sentiu um arrepio pelo corpo ao cruzar aquele lugar, havia certa magia nas paredes do local habitado pelos Quileutes. Enquanto contemplava as majestosas pinturas que adornavam o local (muitas delas fazendo referencia aos lobos) Billy abriu a porta para o deposito de armas.
Bella nunca entrou naquele lugar, sabia apenas da existência das armas feitas com restos de transmorfos, capazes de ferir um vampiro. Bella se aproximou do local vendo uma quantidade grande de armas dos mais variados tipos em toda a parte: presas no teto, nas paredes e no chão.
-Escolha as armas que quiser.
-Eu as escolherei agora e arrumaremos os pertences que levarei comido. Tudo deve estar pronto e assim partirei após meu pai deixar Ceres. –Dizia Bella com os olhos fixos nas armas.
-Eu a ajudarei. Mas diga-me Bella... O que pretende fazer com estas armas? –Billy perguntou; os olhos fixos em Isabella. A jovem deu um riso soturno e virou-se para encarar o amigo.
-Não lhe parece obvio? Eu vou impedir que Edward Cullen me mate.